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Fundada no final de 2017, a Pace Company é hoje uma das marcas mais queridas e respeitadas do streetwear nacional. Mas quem vê esse case de sucesso provavelmente não imagina as diversas dificuldades que seus fundadores, Felipe e Juliana Matayoshi, tiveram que enfrentar. “Antes de lançar a Pace, criei a Bang Footware, uma marca só de calçados, mas não sabia nada sobre o assunto, só tinha vontade e experiência de consumo”, conta Felipe.

Em uma viagem a Nova York, ele presenciou o boom dos sneakers e voltou com alguns pares. Por onde andava, perguntavam de onde eram os modelos. Foi aí que percebeu um gap no mercado brasileiro, vendeu sua coleção de tênis e, com o dinheiro, montou a Bang. Nesse momento, surgia o primeiro obstáculo: encontrar uma fábrica para desenvolver suas peças. “Peguei quatro folhas de papel e anotei todas que tinham em Franca e no Sul. Falei com uma por uma, todas disseram não”.

Quando finalmente conseguiu encontrar uma fábrica parceira em Franca para fazer um protótipo de três modelos que havia criado, levou outro golpe: descobriu que a fábrica tinha copiado seus modelos e os lançado em grande escala. Mas Felipe não desistiu e continuou com a Bang, levando 50% da manufatura para sua casa e o restante em uma nova fábrica, até chegar ao ponto de não conseguir mais produzir em São Paulo. “Queria fazer uma sola nova, juntar materiais diferentes, mas não dava. Também passei a desgostar do nome Bang. Então, paramos e fizemos a transição da marca”.

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Com o nome Pace (ritmo em inglês), e Juliana coordenando a parte administrativa e operacional do negócio, Felipe passou oito meses trabalhando no planejamento, desenvolvimento de coleção e site novo. Quando voltou a Franca para produzir, já tinha mais malícia e conhecimento técnico para conseguir o que queria. Em dezembro de 2017, a Pace se lançou no mercado com uma linha de calçados e acessórios, mas depois passou a desenvolver vestuário, sempre inspirado pelas raízes nipônicas de Matayoshi.

“Sou descendente de japoneses, vivi 11 anos com a minha avó e ela sempre recebia parentes em casa. Me marcava muito a maneira como eles se vestiam, com calças de alfaiataria de cintura alta, camisas, bonés e coletes de náilon”, recorda. Essas influências estão presentes até hoje nas coleções da Pace, que ficou reconhecida pelo seu streetwear refinado, aqui e lá fora. “Fizemos tudo sozinhos, dando a cara pra bater, mas não mudaria nada nessa trajetória, pois foram esses aprendizados que nos trouxeram até aqui”.

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Convidados do nono encontro do #MovimentoELLE, Felipe e Juliana compartilharam mais detalhes do processo de construção da marca e deram dicas valiosas de empreendedorismo. Confira a seguir:



Tudo muda

As mudanças são cada vez mais constantes. Não olhe para elas como algo ruim, e sim necessário. Se quiser sobreviver no mercado atual, tenha a certeza de que haverá mudanças. Esteja preparado e disposto a pagar esse preço.

Divisão de sucesso

Em um negócio de moda, 10% é criação e 90% é business. Por isso, é importante separar as áreas, para que a parte de vendas e administração ande bem e o processo criativo não seja contaminado com as burocracias do dia a dia.

Para todxs

Se o seu preço médio for alto, vale investir em produtos de entrada mais acessíveis e ter uma porta inicial para todos, não apenas um nicho.

Menos é mais

No começo, é importante ter calma. Em vez de lançar vários produtos de uma só vez e que podem ser esquecidos rapidamente, aposte num planejamento estratégico para espaçar os lançamentos e ir contando a história de cada item aos poucos.

Alô, testando

Vista a sua marca sempre. Além de fazer propaganda do produto, fica mais fácil de detectar defeitos que serão sentidos pelos clientes depois. A dica: use por um mês antes de lançar.

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O SAC tá on

É importante ter uma pessoa focada somente no atendimento ao cliente. Nem sempre você dará conta de tudo, especialmente em uma data ou evento especial, então, é essencial ter alguém focado nisso para não gerar frustração, reclamações e queda nas vendas. Lembre-se: levam-se anos para criar uma relação e apenas cinco minutos para destruí-la.

Olho nos gringos

Se você tem vontade de levar sua marca para fora, pense em passar um tempo nesses locais antes, para sentir o mercado, aprender, conhecer fornecedores etc.. Se for participar de alguma feira, contrate uma agência de atacado especializada, pois elas têm todos os contatos para agendar reuniões e você não sair de mãos abanando.

Lado a lado

Quando for vender para o atacado, busque lojas que tenham um mix de marcas parecidas com a sua, de preferência umas quatro, para aumentar a sua atuação no mercado.

Influência certa

Investir em grandes influenciadores pode ser um tiro no pé para pequenas marcas. Se está pensando nessa possibilidade, considere perfis e comunidades menores, para ter mais alcance. Procure não só formadores de opinião, mas pessoas que saibam do que estão falando e tenham seguidores que também estejam dentro do seu público alvo.

Saldo positivo

O fluxo de caixa é muito importante. Está vendendo bem? Use esse dinheiro para reinvestir no negócio e crescer aos poucos, para crescer sempre.

O que é o #MovimentoELLE
O #MovimentoELLE é um projeto solidário idealizado pela ELLE e pensado para impulsionar o desenvolvimento sustentável entre pequenos empreendedores de moda.

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