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Diante de uma história pouco ética, a indústria da moda vem tentando se adequar a uma contemporaneidade em que a preocupação com sustentabilidade não apenas virou uma pauta, mas, aos olhos de muitos consumidores, uma obrigação. Processos produtivos irresponsáveis, falta de transparência e constantes danos ambientais nunca deveriam ter sido tolerados, e nas últimas décadas, clientes, fãs e ativistas passaram a ativamente cobrar respostas, sempre prontos para expor casos nas redes sociais e cada vez mais conscientes do seu poder de compra. Ou seja, não sobram muitas alternativas para as marcas além de mudar – e a moda sabe disso.

Para firmar o compromisso com a sustentabilidade, dentre as novas práticas que vêm sendo adotadas, uma das grande tendências de mercado é o aluguel de roupas e acessórios. A dinamarquesa Ganni, detentora de uma legião de clientes fiéis ao estilo de suas roupas (que conseguem ser descomplicadas, como uma boa representante escadinava, mas também coloridas e divertidas) foi uma das pioneiras nesse tipo de serviço. Ainda no ano passado, a marca lançou a Ganni Repeat, uma plataforma completa de aluguel, presente em diferentes pontos do globo. O sucesso foi tanto que, nesta semana, ela anunciou uma colaboração inédita com a Levi's, que ganhou o nome de Love Letter. Ao somarem forças, as empresas estão protagonizando a primeira parceria entre grandes marcas na qual as roupas não serão vendidas mas, sim, alugadas. As roupas foram feitas em conjunto com materiais provenientes do arquivo da Levi's.

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Para quem ainda não está habituado, a ideia pode causar algumas dúvidas, ainda mais em tempos como o que estamos vivendo. Porém, a Ganni e a Levi's já se adiantaram e explicaram o protocolo higiênico: "cada peça é limpa e armazenada por 72 horas antes de ficar disponível para aluguel novamente", informaram nas suas redes. As marcas também afirmaram que as embalagens usadas para a entrega são reutilizáveis, sendo parte dos esforços por práticas mais sustentáveis.

O mercado de luxo, por sua vez, também parece mais conectado com questões ambientais. A Prada, por exemplo, vem se comprometendo e se mostrando dedicada à causa. Em 2019, a grife italiana lançou a Prada Re-Nylon, uma linha que consiste em peças feitas com nylon (um material icônico para a Prada) obtido por meio do processo de reciclagem e purificação de resíduos plásticos retirados do oceano. A novidade desta semana é que agora a linha tem um espaço próprio.


Nesta quarta-feira (12.8), a Prada anunciou que é uma das integrante do Project Earth, projeto de incorporação de ações ecológicas na gigante Selfridges. Dentro da loja de departamentos, localizada em Londres, ela terá o seu espaço para expor os produtos Re-Nylon, e ainda contará com a exibição de conteúdos sobre sustentabilidade. Ser transparente com o consumidor é uma prática que não tem mais volta e Sebastian Manes, diretor da Selfridges, parece saber disso: "o projeto da Prada dá vida à circularidade ao aliar criatividade à inovação. Estou muito contente em compartilhar essa visão com os clientes", informou no comunicado oficial.



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