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Depois de 2020, o que dá para chamar de normal? O impacto da pandemia foi tão grande e tão surpreendente que não é difícil se perguntar, e aí, mundão, qual vai ser a próxima?

"Pode ser até a chegada dos alienígenas", brinca Rober Dognani. Esse tipo de piração surgiu em uma conversa que o designer teve com o stylist Davi Ramos, que também assina o styling dessa coleção com Flavia Pommianosky. Foi a faísca para deixar as ideias decolarem em um disco voador nesta que já é a 38ª apresentação de Dognani no evento.

Em um clipe de quase 6 minutos, os ETs vão desembarcando neste lado de cá da Via Láctea. Para nós, humanos, resta coabitar a Terra com eles. Da mesma maneira, no vídeo os novatos se adaptam ao cotidiano, enquanto tentam sacar uma grana no caixa eletrônico ou comprar uma guloseima na lojinha de conveniência.

Para interpretar os seres de outro mundo, foram convidados uma série de "maquiatrizes", grandes artistas visuais da maquiagem que, de quebra, também são excelentes performers. Além deles, aparecem modelos e outros personagens com quem a marca trabalha. Aun Helden é a "ET mãe", com vestido de gola e cauda longa, feito em lamê dourado.

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Depois, surgem as "ETezinhas filhas". Max Weber é uma delas, trajado com sobreposições de casacos, golas de couro fake metalizado, olhos gigantes e uma cabeça ainda maior. Saulo Piton é outra, e no vídeo usa quatro chifres na testa, garras de vinil e um look de nylon, mais novo material preferido de Dognani para criar volumes e balonês. O casting conta também com Alma Negrot, Johnny Luxo, Agnes Oliveira, Koichi Sonoda e o DJ Ze Pedro, que ainda assina a trilha sonora.

Para além das execuções de volumes imensos, que são exploradas pelo estilista há várias estações, suas roupas agora ganham mais detalhes, elementos que são adicionados sem medo de soarem kitsch, over ou mais uma ostentação do designer. Uma das razões para essa imagem enriquecida (de urânio?) foi a mudança da loja física de Dognani, a Das Haus, que agora está localizada na Galeria Ouro Fino, em São Paulo. O espaço é dividido de maneira que ainda abriga o ateliê. "Logo, estou com mais tempo para enfeitar o pavão", explica.

E essa roupa pavão ou alienígena atende bem a clientela, uma vez que a marca desperta interesse principalmente entre a comunidade queer. A nova coleção, além dos extraterrestres, parece celebrar também as antigas e novas club kids, enquanto metaforiza a aceitação das diferenças. Essas ETs não estão tão longe assim, na verdade, já estão todas por aqui.

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Foto: Adriano Damas

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