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O mix de referências do casal Andreas Kronthaler e Vivienne Westwood é único. À frente da marca de sua esposa desde o verão 2006, o diretor criativo tirou a inspiração para a atual coleção do tempo em que passou confiando em sua casa. Durante o lockdown, o estilista arrumou seu armário, tirou o que não cabia mais, fez uma limpa, ou quase. Nada que estava ali foi exatamente descartado, tudo foi reaproveitado, até as memórias e itens extremamente pessoais, cheios de história.

Na sétima entrada, por exemplo, a modelo Lindsey Wixson usa um brinquedo e um paninho na cabeça, ambos itens que Kronthaler ganhou da mãe quando era criança. Já o look 24 é composto por duas camisetas de futebol americano costuradas juntas, criando uma espécie de camiseta-vestido.

Ao longo da apresentação, tem ainda botas que viram calças e são presas ao ombro como suspensórios, conjuntos de crochê, vestidos soltinhos, camisetas com estampa gráfica e blazers volumosos. Tudo em cores vibrantes e com aquele toque de esquisitice conceitual, como de costume.

Olhando as fotos talvez não dê para entender toda a genialidade das roupas – neste desfile, a parte de trás era tão importante quanto a de frente e revelava não só detalhes de design como parte das bundas dos modelos em shorts larguinhos. "A bunda é o novo sexy. É tudo sobre ela. É o que homens e mulheres têm em comum. Os gregos costumavam adorá-la", brinca, em entrevista à imprensa.

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A modelagem criada por Westwood segue presente – e superimportante – nas criações, afinal, ainda estamos falando da marca que leva o nome da mãe da moda punk. Os vestidos com bustos redondos ou pontudos, as assimetrias, as peças drapeadas e o quê de rebeldia se mantêm vivos nas mãos de Kronthaler, a pessoa a quem a estilista confiou seu grande feito. Ao fim do desfile, o diretor criativo vai até a primeira fila, onde Vivienne está sentada, e a leva para receber os aplausos finais – é a ela que ele deve tudo.

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