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Andre Tan, o mais premiado estilista da Ucrânia, suspendeu a produção de suas coleções. Hoje, todas as unidades fabris da marca são dedicadas à manufatura de roupas quentes para ajudar o exército ucraniano a atravessar o fim do rigoroso inverno no país. A designer de sapatos Alina Kachorovska, conhecida por seus escarpins e sandálias de salto alto, agora foca seus esforços na fabricação de botas para os soldados. Os dois mais badalados restaurantes da capital Kiev continuam a todo vapor, mas com o único objetivo de alimentar os combatentes.

A ELLE Ucrânia, por sua vez, continua com a missão de manter os leitores bem informados. No lugar das novidades de moda, beleza e lifestyle, no entanto, as redes sociais do título têm sido usadas para combater fake news sobre a guerra, divulgar organizações humanitárias e também para passar orientações de segurança aos leitores, incluindo procedimentos recomendados em caso de tiroteio na rua.

Passado o primeiro momento de estupefação e incredulidade com o que estava acontecendo no país, a editora-chefe da ELLE Ucrânia, Sonya Zabouga, conta como os ucranianos têm adaptado seus trabalhos e rotinas para o atual cenário de guerra.

Cinco dias após a invasão da Ucrânia, no dia 24 de fevereiro, Sonya participou de um encontro online com jornalistas das redações de ELLE pelo mundo. Desde então, ela tem mantido a comunidade ELLE atualizada com chamadas de vídeo, lives e trocas de mensagens com colegas de outros países.

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Da primeira videoconferência, no dia 1º de março, para a segunda, pouco mais de uma semana depois, a situação mudou dramaticamente, relatou Sonya. Os ataques aéreos se intensificaram, as ruas de Kiev estão desertas e a tensão é constante à espera das sirenes, o aviso para que a população procure o abrigo antibomba mais próximo.



Contrariando as expectativas, os supermercados da capital ucraniana continuam razoavelmente abastecidos – Sonya contou que ficou surpresa ao encontrar até ração para seu gato em uma de suas saídas. Já nas localidades mais afetadas pelos bombardeios a situação de quem não conseguiu escapar pelos corredores humanitários é dramática. "As pessoas que ficaram precisam de comida, de itens de farmácia", diz Sonya. Divulgar entidades como a Masha Foundation é uma das prioridades da editora-chefe da ELLE atualmente. A Masha foi criada originalmente para atender vítimas de violência doméstica, mas agora levanta recursos para a população das cidades mais atingidas pela guerra.

A busca por notícias, hoje uma obsessão nacional, é a primeira coisa que Sonya faz ao acordar. Além dos canais de TV, com transmissão 24 horas, grupos no Telegram, que atualizam a situação no país a cada 5 minutos, e outras redes sociais também entram na distribuição de informações. A própria ELLE Ucrânia criou um grupo no Telegram para manter contato com seus leitores. Apesar de todas as adversidades, a redação conseguiu ainda lançar uma edição digital este mês (a imagem de capa abre esta reportagem), com relatos dos editores sobre a guerra.

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De Kiev, Sonya tenta atender a todos os pedidos de entrevistas, que pedem que ela relate a situação do país – a jornalista faz as videoconferências em um corredor sem janelas, por medida de segurança. Diz que procura focar no trabalho e na comunicação com o time. Assim como Sonya, outras três pessoas da sua equipe continuam em Kiev. As demais foram para outras cidades, para ficarem próximas de seus familiares. Ninguém deixou a Ucrânia até agora.

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