Na última década, a estética da diversidade pautou os mercados de consumo mundo afora. Colorir logotipos em junho, escalar elencos plurais e estampar discursos de alteridade nas passarelas funcionou como uma espécie de passaporte de modernidade para as marcas de moda e beleza. No entanto, o tecido social exige uma auditoria mais profunda. Em uma era marcada por pressões macroeconômicas, vigilância digital constante e o avanço global de movimentos conservadores, o ambiente corporativo brasileiro vive um momento de depuração: a transição definitiva da campanha para a gestão.

Os dados recentes do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ desenham esse cenário com nitidez.

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