Pela manhã, café; de tarde, rum. Mas tem mate e cachaça. Chocolate quente e pisco. Atole e tequila. Suco e viche também. Tem ainda quem relacione a cozinha latina imediatamente a pimentas, milho e frutas tropicais. Mas houve um tempo em que ela era entendida como derivação cultural do Império Romano. Não se pode esquecer, afinal, que no princípio estava o Lácio, na região central da Itália.

Vai daí que a culinária latina era identificada de maneira eurocêntrica por base linguística comum, circulação de técnicas, calendário alimentar cristão e sistemas agrícolas herdados do mundo mediterrâneo, com destaque para a tríade trigo, vinho e azeite.

Se esse processo começou com a romanização da Europa, ele ganhou nova dimensão quando a batata atravessou o Atlântico, no século 16.

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