Um pra direita, múltiplos de 3 pra esquerda. “Se passar alguém bonito e não for múltiplo de 3, não era pra ser”, você responderia se alguém te perguntasse. Tem outras regrinhas também. Coisa pouca, nada demais – mas o 3 segue operando em relação à conversa. Três frases, 6 ou 9, ótimo. Qualquer outro número, não. Mais de 9 nem pensar que aí é muita justificativa pra se vender em um aplicativo de relacionamento. Dá igual na quantidade de emojis. E tem a coisa das cores. Ruivo, não. Embora você ache lindo. Mas sei lá, sente um negócio assim meio agoniado no peito quando fica perto de um ruivo. E não é uma agonia muito boa, você sabe. Camisas ou camisetas azuis, seja o tom que for, cinzas, lilases ou amarelas, não. Listras e estampas de qualquer natureza, aí é que não mesmo. Jaqueta jeans também é meio complicado. E óculos só se for de grau. Escuros, seja no rosto, na cabeça ou pendurado na camiseta, por fio ou pela perna do óculos, não. Bermudas, não. Short pode ser se for de praia, ou aqueles meio de alfaiataria, desde que mais longos do que a marca branca do short de praia, mas sem ser longo o suficiente pra virar bermuda. Isso em qualquer foto, certo? Então veja, não é exatamente fácil passar alguém.

Mas não tô dizendo que é impossível. Uma outra regrinha sua dificulta: é o cara quem puxa a conversa. Você sabe que a regra do aplicativo é a mulher falar primeiro. Mas entende que não custa nada dar Google no seu nome e na sua profissão, achar e-mail, mandar e-mail, tecnologia tá aí pra isso. Dos três matches, ninguém achou. Isso em seis anos de Bumble.

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