Feche os olhos por um instante e pense na Coreia do Sul. Provavelmente a primeira coisa que vem à cabeça é algum grupo de K‑Pop, uma rotina de skincare K-Beauty, com um tanto de séruns ultratecnológicos ou uma série blockbuster, tipo Round 6, que você maratonou numa noite de insônia. Mas, longe da euforia do Hallyu, a onda coreana promovida nos algoritmos e fandoms, existe uma outra Coreia, bem pouco gentil com as mulheres.

Segundo dados do Korea Women’s Development Institute, divulgados pelo Korea Herald em dezembro de 2025, uma em cada cinco Sul‑coreanas já sofreu violência em um relacionamento íntimo.

O país lidera rankings desanimadores. É recordista em desigualdade de gênero quando se trata de salários, campeão em cirurgias plásticas per capita e ostenta a menor taxa de fecundidade do mundo, com 0,8 filho por mulher em 2025, muito abaixo dos 2,1 necessários para repor a população.

Foi esse caldo cultural complexo, por trás do storytelling de inovação e prosperidade, que criou a tempestade perfeita para o surgimento do movimento feminista radical 4B.

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