Existe uma ideia repetida sobre o estilo e a moda carioca: um corpo dourado com cabelos salgados pelo mar que veste roupas leves e vive uma sofisticação sem esforço. A imagem é bonita, cinematográfica, e funciona bem para efeitos de exportação. Há força nesse visual da Zona Sul, é verdade. Porém, ele é insuficiente para representar uma metrópole tão complexa. Trata-se de um repertório estético estreito, majoritariamente branco, litorâneo, magro e de elite. 

Atravessando o Túnel Santa Bárbara, bem depois de Ipanema, Copacabana, Botafogo e Flamengo, uma cidade se revela com outros códigos de vestimenta. Por aqui, há gente pouco interessada nas últimas tendências do verão europeu ou preocupada em como traduzir o minimalismo. Da Central do Brasil a Santa Cruz, entre o dia no trabalho e a noite no baile, as roupas são herdadas da família e algumas encontradas em brechós. Aliás, se existem características essenciais de uma moda carioca, provavelmente elas são a diversidade e a capacidade de criar com o que se tem ao alcance – muito mais do que o linho bege e as Havaianas.

moda carioca

Editorial produzido por Rachel Vieira. Foto: Divulgação

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