Em 2022, o Brasil presenciou um momento histórico na política: durante as eleições estaduais e federais para o Legislativo, 18 candidatos declaradamente LGBTQIA+ venceram, protagonizando, pela primeira vez, a maior bancada assumida da história. A vitória representou um avanço significativo dentro da comunidade, considerando também a interseccionalidade dos candidatos: 16 são mulheres, 14 delas são negras e 5 são trans.
Mas ocupar uma cadeira não significou vencer a disputa: o Brasil elegeu sua maior bancada, mas ela ocupa apenas 0,78% da Câmara, 1,23% do Senado e 1,35% das assembleias. O país também segue na liderança mundial de mortes violentas de pessoas LGBTQIA+, com 257 vítimas em 2025 (uma a cada 34 horas), segundo o Grupo Gay da Bahia.
O descompasso entre representação e direitos aparece em outras frentes.
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