Desde o meu último texto por aqui, a Meta e o Google foram condenados a pagar milhões de dólares em um julgamento movido por uma jovem que alegou ter desenvolvido vício em redes sociais por causa dessas (e outras) empresas. Houve grande comoção entre quem cobre o tema pelo ineditismo do processo e principalmente porque, considerando o poder das big techs, não parecia provável que elas perderiam e ficariam expostas a esse tipo de precedente. “Histórico” tem sido um dos adjetivos mais utilizados para descrever o episódio.

Mas outras coisas “grandiosas” também aconteceram entre março e abril: eu finalmente troquei de notebook e não preciso mais ficar grudada na tomada porque a bateria do antigo não aguentava mais; voltei a mexer no meu jardim digital (um tipo de blog que já falei sobre aqui); cobri à distância o SXSW e decupei mais palestras do que meu cérebro foi capaz de digerir; tive minhas primeiras aulas como aluna especial de uma disciplina na pós-graduação da ECA/USP chamada “Os Pensadores do Ciberespaço” e lancei uma newsletter da ELLE no Substack, a Ctrl+ELLE. Eu disse que eram coisas grandiosas, mas não disse para quem!

Onde tudo isso se relaciona é que passei ainda mais tempo online nessas semanas e, muito por causa do computador novo, devo admitir que gostei. Para além da peça eletrônica que melhorou minha navegabilidade, o que identifico que foi diferente nesse mês é que usei bastante a internet para me auxiliar em “projetos”, como organizar minhas anotações das aulas no meu software de notas, as horas que passei brincando no meu jardim digital e também a exploração do Substack. Um comportamento mais ativo/construtivo do que um consumo passivo.

Como o julgamento da Meta mostrou, as redes sociais são mesmo perversas no que tange à sua arquitetura, mas será que precisamos existir nelas da forma que as empresas que as desenvolvem promovem?

Essa percepção não me ocorreu sozinha, mas se materializou enquanto eu assistia a este video ensaio

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