Era 1977 e Celso Kamura trabalhava em um escritório de contabilidade na Zona Sul de São Paulo. “A bichinha era pobre”, brinca hoje. Um amigo e vizinho, que tinha um salão no Ipiranga, precisou substituir um profissional e lembrou que Celso maquiava as irmãs e amigas. “Vai lá, faz um teste”, sugeriu. O adolescente nunca tinha entrado num salão grande de verdade. Não sabia o que estava fazendo ali. Mas, quando abriu a porta, soube imediatamente que, daquele ambiente, não sairia mais.
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