Não é de hoje que eu cubro beleza. Já estou aqui há algum tempo e lembro com muita clareza de quando a Glossier, “a matriarca da estética clean girl”, era a marca mais desejada da vez. Fundada pela estadunidense Emily Weiss em outubro de 2014 (mesmo mês do mesmo ano em que entrei na ELLE), ela representava não apenas a materialização das ideias e propostas de uma integrante até então muito querida pela comunidade global de beleza (Emily era a dona do blog Into The Gloss, criado em 2010), mas também uma nova maneira de usar maquiagem, que parecia estar na contramão de tudo em voga naquele momento.

Campanha do Lip Gloss, da Glossier, disponível em seis diferentes tonalidades. Foto: Divulgação
Em 2014, vale lembrar, o YouTube era possivelmente a plataforma mais relevante para a maquiagem. Os tutoriais capitaneados por personagens que iam de Camila Coelho a Jeffree Star ensinavam makes do tipo “full glam” e todo mundo queria encontrar a base com a cobertura mais alta possível. Era a época do corretivo Shape Tape, da Tarte Cosmetics, da base Born This Way, da Too Faced, dos contornos da KKW Beauty, idealizados por Mario Dedivanovic, que sequer tinha lançado sua marca própria, dos lip kits da Kylie Cosmetics, e todo “glow” era castigado. O mundo era matte. E a ideia de uma maquiagem que “te transforma em outra pessoa” ou “cobre todas as suas imperfeições” era amplamente celebrada.
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