Toque de Midas: Na perfumaria, tudo o que Véronique Gabai toca vira ouro
Depois de fazer história colocando no mercado fragrâncias que se tornaram clássicos para diferentes marcas, ela alçou voo solo e se prepara para desembarcar no Brasil.
Antes de sequer imaginar que um dia se tornaria um dos nomes mais importantes da perfumaria global, Véronique Gabai viveu sua infância na Côte d’Azur, a Riviera Francesa. Ela nasceu, mais especificamente, em Antibes e a natureza daquela região, até hoje, é sua fonte de inspiração mais primordial. Hoje, a empresária é dona de uma marca que carrega o seu nome, mas, antes disso, ela trilhou uma longa trajetória que culminou na criação de alguns dos frascos mais icônicos do mercado. “Um dos meus primeiros trabalhos foi na L’Oréal”, lembra, em entrevista à ELLE View. “Por lá, dirigi o desenvolvimento de Acqua di Gió” – um dos perfumes mais famosos, vendidos e celebrados do mundo. “E, depois disso, fui para a Guerlain, onde liderei o lançamento de Acqua Allegoria” – linha hit que hoje já tem mais de 11 versões.
Durante nossa conversa, ela não contou muita vantagem, mas quem pega o seu currículo sabe do tino raro que ela tem para o métier. Isso porque também são dela o desenvolvimento de Be Delicious, da DKNY – um dos maiores símbolos da perfumaria dos anos 2000 –, a internacionalização da Cacharel – no começo dos anos 1990, foi ela que colocou Eden e Lou Lou no mapa, por exemplo –, e a entrada do grupo Estée Lauder no mercado de nicho com as aquisições de Le Labo, Frédéric Malle e Killian.
“Lançamos minha marca pouco antes da pandemia. No começo, foi complicado, pois não podíamos fazer muita coisa. Durante dois anos, nada aconteceu”, diz sobre o começo da empresa que carrega seu nome e onde ela está até hoje. “Tudo é inspirado na Côte d’Azur, lugar onde nasci, me casei e crio meus perfumes. Há um fio condutor na marca: a composição natural. Quero que você não apenas aprecie o aroma, mas também se sinta bem – escolhemos os ingredientes não apenas pelo cheiro, mas pelo bem-estar que transmitem.” Aliás, Véronique Gabai não é uma marca só de fragrâncias. Velas, loções corporais, boosters para sobrepor aos perfumes, acessórios para decorá-los e frascos focados especificamente em aromaterapia completam o portfólio extenso da grife.

Fragrâncias da marca Véronique Gabai. Foto: Divulgação
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“Minha perfumaria tem uma característica luminosa, fresca e texturizada”, diz Véronique sobre suas criações que não devem demorar para chegar ao Brasil. “Acabamos de assinar com uma distribuidora – a Prestige – que faz essa ponte. Estou muito ansiosa e feliz por isso. Acredito que os brasileiros vão gostar principalmente das minhas fragrâncias que unem frescor à longa fixação – o que é um desafio do ponto de vista da formulação quando se prioriza os ingredientes naturais –, mas nós conseguimos”, aposta. “O perfume é uma emoção líquida. O olfato é o único sentido ligado diretamente ao sistema límbico, onde estão nossas memórias.
Entre seus hits, segundo a fundadora, está o Le point G – do francês, “ponto G” –, um eau de parfum (bem-humorado) musgoso, floral e amadeirado. O Eau d’Azur – outra das 15 fragrâncias da marca –, é também um dos queridinhos. Com composição centrada na flor de laranjeira, ele também leva almíscar e jasmim. “É o cheiro das férias em Antibes. Não à toa, é o que estou usando agora”, revela. “O olfato é o único sentido ligado diretamente ao sistema límbico, onde estão nossas memórias. É por isso que acredito que os perfumes são emoções líquidas”, arremata. Agora é só esperar até eles chegarem por aqui!
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