Assumir um novo status: por que se arriscar no amor ainda vale a pena

Para a geração Z, nunca foi tão fácil se conectar e tão difícil dar o próximo passo. Entre desejo e hesitação, os jovens reescrevem os códigos do amor contemporâneo ao se entregarem abertamente às emoções.


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CONTEÚDO APRESENTADO POR YSL Beauty

Em tempos de situationships, ficantes premium, soft launches no close friends, coleção de matches em aplicativos de “namoro” e relações que parecem existir mais na DM do Instagram do que no mundo físico, existe uma pergunta rondando os relacionamentos contemporâneos: “o que, exatamente, nós somos um para o outro?”

Os números ajudam a desenhar esse cenário. Segundo dados da Ipsos Love Life Satisfaction 2026, 44% da geração Z não viveu um relacionamento na adolescência, 56% já perdeu oportunidades amorosas por medo da rejeição e 57% admite ter segurado o que sentia. O Brasil, ainda de acordo com o levantamento, aparece como o país latino-americano menos satisfeito com a própria vida amorosa.

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Neste cenário, a internet e a hiperconectividade têm um papel central. Para Anna Belei, 21, que nunca namorou, estar solteira vem acompanhado de um estado constante de alerta. “Ghosting, medo de desinteresse… Às vezes, eu preciso ficar offline por alguns meses”, confessa. Antes mesmo de a conexão começar, existe a sensação de já precisar se preparar para um possível fracasso. Demonstrar interesse pode soar intenso demais. Querer compromisso pode parecer precipitado. Sentir demais, às vezes, é lido como fraqueza. Letícia Moniz de Sá Calçada, 28, casada desde 2024, lembra que, quando estava solteira, muitas relações pareciam um jogo silencioso de poder: “quem vai atrás, quem gosta mais”. Mostrar sentimentos pela “pessoa errada”, diz, parecia muito arriscado.

No entanto, são justamente esses riscos que, quando assumidos, costumam gerar as conexões mais verdadeiras. Ser “emocionado”, sentir de verdade sem filtro ou estratégia, pode parecer vulnerabilidade, mas é também o que transforma uma troca superficial em algo que vale ser vivido com profundidade. “O amor por si só é uma sensação forte, mas, quando o assumimos de verdade, sentimos algo inexplicável e uma onda totalmente nova de paixão e afeto”, revela Ricardo Fernandes, 27, advogado, em um relacionamento há quatro anos. Quem, assim como Ricardo, já se permitiu ser tomado por um sentimento, sabe que existe uma diferença enorme em gostar com cautela e amar com entrega. É nesse lugar em que, de fato, as coisas acontecem.

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Para a psicóloga Helena Castro Soares, 26, noiva e com casamento marcado para o ano que vem, existe um outro conflito: o que o amor exige. “Definir algo significa deixar várias outras possibilidades de fora”, reflete. Existe uma ansiedade por manter opções em aberto, especialmente em uma cultura acostumada à ideia de que sempre pode haver algo melhor a um scroll de distância: há sempre alguém novo, uma nova conversa, uma nova conexão possível. Para Ricardo, essa é uma geração que “vive essa lógica da ‘ansiedade de ter e do tédio de possuir’”.

Os aplicativos e as redes sociais tornaram os encontros mais acessíveis, mas, paradoxalmente, as relações ficaram mais difíceis de sustentar. Entre jovens adultos, o namoro tradicional parece ter sido substituído por zonas cinzentas afetivas: pessoas que se falam diariamente, se apresentam aos amigos, passam todos os finais de semana juntos, mas ainda tropeçam quando a pergunta “vocês namoram?” aparece.

A própria definição do “assumir alguém” não é mais uma unanimidade. Para Luiz Felipe Mendes, 21, estagiário de projetos na ELLE Brasil e solteiro, ⁠assumir um status é um grande passo no desenvolvimento de um relacionamento. “É aquele momento em que deixamos de ter apenas algo momentâneo e ocasional e assumimos realmente um relacionamento firme e estável com alguém”, define. Para Anna, seria “dar um rótulo a algo que já existe”, enquanto para Helena significa simplesmente saber que “o outro está na mesma página”, criando segurança para imaginar um futuro compartilhado. Já na visão de Ricardo, trata-se de “deixar claro para as pessoas próximas que você está com alguém”.

Contudo, a própria Helena acredita que existe um ganho importante quando as relações atravessam essa fase de incerteza. “Quando você tem uma conexão sólida e definida, consegue se conhecer muito mais”, afirma. Em outras palavras: assumir um relacionamento pode implicar abrir mão de algumas possibilidades, mas também faz com que, ao nos arriscarmos e nos permitirmos viver com intensidade as conexões, a gente também possa acessar diferentes lados de nós mesmos.

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E não é só Helena. Entre os entrevistados que decidiram dar esse próximo passo, o sentimento predominante não é o de renúncia – Letícia, por exemplo, fala sobre confiança, enquanto Ricardo destaca a importância da clareza. Em comum, os relatos apontam que, embora assumir uma relação implique em estar mais vulnerável, esse passo também pode trazer segurança, profundidade e a chance de viver histórias bonitas de forma mais inteira.

Outro fato curioso é que essa decisão, hoje, nem sempre significa exposição pública. Durante anos, a cultura digital transformou relacionamentos em uma espécie de performance – selfies de casal, legendas apaixonadas, comentários estratégicos e demonstrações de afeto cuidadosamente enquadradas para existir também diante de uma audiência. Mas parte da geração Z parece caminhar na direção oposta: relações mais privadas, menos legendadas.

Luiz observa isso entre os amigos: demonstrações públicas diminuíram, enquanto gestos íntimos ganharam valor. Letícia compartilha uma percepção parecida. Embora descreva o casamento como um espaço de confiança, ela diz não sentir vontade de transformar a relação em conteúdo. “Tento ao máximo manter minha vida privada”, conta. Amar já não implica necessariamente postar – o que, por si só, revela uma das contradições afetivas dessa geração, já que a maior parte das relações nasce justamente no digital.

Talvez o ponto não seja a falta do desejo de aprofundar os relacionamentos, mas uma mudança concreta na forma como as conexões são construídas. Afinal, apesar das hesitações, os relatos também mostram que o desejo de viver trocas significativas e se arriscar continua presente. Nesse sentido, é possível argumentar que as relações, quando são finalmente oficializadas, partem de um lugar menos protocolar e, portanto, mais consciente e sincero, justamente por passarem por um filtro mais longo.

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No fim das contas, se relacionar nunca foi fácil – em nenhum momento da história recente, para nenhuma geração. Mas talvez o que essa geração esteja aprendendo, aos poucos e do jeito dela, seja que a vulnerabilidade não é o oposto da força: é exatamente onde ela começa. Alguns sentimentos só existem inteiramente quando a gente para de administrá-los e simplesmente os vive. “Assumir um relacionamento era um pensamento que quase sempre me dava calafrios. Mas, assim que assumi o relacionamento com o Pedro, meu namorado, nos conectamos de uma maneira tão intensa e forte que, se fosse possível, faria quantas vezes fosse necessário”, diz Ricardo. Às vezes, o que parecia arriscado demais é exatamente o que transforma tudo.

É justamente desse lugar que parte o convite de YSL Beauty com a campanha “Assuma um novo status”. Assumir um novo status não é só oficializar uma relação: é escolher viver os próprios sentimentos com coragem, intensidade e autenticidade. É ser emocionado sem amarras. Para os que decidem dar esse próximo passo, as fragrâncias LIBRE Berry Crush e MYSLF L’Absolu, recém-lançadas pela YSL Beauty, surgem como símbolo desse instante exato em que uma conexão deixa de ser possibilidade e passa a ser vivida com tudo que tem direito.

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