Por que o melasma continua sendo um dos maiores desafios da dermatologia?

Fórum científico realizado em Paris reuniu especialistas de mais de 40 países para discutir os avanços no tratamento do melasma, um dos temas que mais desafiam os consultórios dermatológicos


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PARIS – As manchas na pele estão entre as principais preocupações dermatológicas dos brasileiros. São mais de 2,5 milhões de buscas mensais por termos como “mancha na pele”, “melasma no rosto” e “creme clareador”, enquanto 62,9% da população apresenta algum tipo de desordem pigmentar. Além da questão estética, elas afetam a qualidade de vida: 46% das pessoas relatam impacto moderado ou severo provocado pela condição.

Não por acaso, os distúrbios de pigmentação estiveram entre os principais temas da sexta edição do SkinAlliance Forum, encontro científico promovido pela L’Oréal Beleza Dermatológica, realizado entre os dias 25 e 26 de junho, em Paris. O evento reuniu mais de 300 dermatologistas, pesquisadores e líderes de opinião de mais de 40 países para apresentar pesquisas, evidências clínicas e inovações que devem orientar os próximos avanços na saúde da pele e dos cabelos.

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Realizado a cada dois anos, o fórum faz parte do programa global SkinAlliance, iniciativa criada em 2014 para promover educação médica continuada e intercâmbio científico entre especialistas. Ao longo de sua trajetória, o programa já conectou mais de 2 mil profissionais de saúde de diferentes países.

Entre os diversos temas da programação – que também incluiu acne, dermatite atópica, saúde capilar, longevidade da pele e fotoproteção –, o melasma ocupou posição de destaque. Embora existam diferentes opções terapêuticas disponíveis atualmente, controlar a recorrência das manchas continua sendo um dos principais desafios da prática dermatológica, tornando o cuidado contínuo parte fundamental do tratamento.

O Brasil teve participação expressiva nas discussões, representado por dez especialistas convidados. Entre eles, a dermatologista Ana Claudia Esposito apresentou um caso clínico sobre o uso do Mela B3, da La Roche-Posay, após sessões de microagulhamento. Já Fabianna Wanick mostrou resultados obtidos com o produto em protocolos pós-laser não ablativo. Na sequência, Vanessa Monteiro abordou o papel dos nutricosméticos na promoção da resiliência da pele e dos cabelos, discutindo estratégias para fortalecer esses tecidos também de dentro para fora.

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Mela B3, de La Roche-Posay, foi o sérum usado no caso clínico apresentado por Ana Claudia Esposito, no SkinAlliance Foto: Divulgação

Outro destaque brasileiro foi Sergio Schalka, referência internacional em fotoproteção. Além de presidir um painel de discussão sobre casos clínicos antes e depois de procedimentos dermatológicos – reunindo especialistas do Brasil, Argentina e Indonésia –, o dermatologista deu uma palestra sobre o impacto cumulativo da radiação UVA, reforçando a importância da fotoproteção diária no manejo das hiperpigmentações.

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As discussões também serviram de palco para a apresentação de novas tecnologias voltadas ao tratamento das manchas. Entre elas está o Mela B3 Double Dose, evolução da linha antimanchas da La Roche-Posay, que combina Melasyl™, molécula desenvolvida para atuar sobre os precursores da melanina antes que eles se transformem em pigmento visível, e Proxylane™, ativo já utilizado em tratamentos dos sinais do envelhecimento. Segundo a marca, a proposta é oferecer uma abordagem integrada para manchas e rugas sem alterar o tom natural da pele, respeitando todos os fototipos.

Se existe uma conclusão comum entre as muitas apresentações do SkinAlliance Forum sobre o tema, ela é que o tratamento do melasma caminha para uma abordagem cada vez mais integrada. Procedimentos dermatológicos, fotoproteção diária, tecnologias capazes de atuar na formação da melanina e protocolos de manutenção de longo prazo deixaram de ser estratégias isoladas para compor um cuidado contínuo – justamente o que especialistas consideram hoje o principal desafio diante de uma condição marcada pela recorrência.

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