Em exposição, Luísa Matsushita revisita memórias da vida noturna da Rua Augusta
Artista Luísa Matsushita inaugura nova área no Teatro Cultura Artística, voltada para mostras individuais.
A artista Luísa Matsushita, que ganhou fama no início dos anos 2000 como vocalista da banda Cansei de Ser Sexy, abre, neste sábado (15.08), no Cultura Artística, em São Paulo, uma nova exposição com 11 quadros e uma instalação. O evento integra a programação da iniciativa Aberto Solo e marca a inauguração de uma área no próprio teatro voltada para mostras individuais.
A exposição recebeu o nome de “Tudo que eu sei, eu aprendi à noite” e faz referência aos anos em que a paulista, ainda adolescente, viveu no Baixo Augusta, na região central da cidade. As obras dialogam ainda com a arquitetura modernista do teatro projetado por Rino Levi.

Vista da exposição no Cultura Artística. Foto: Ruy Teixeira
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“A pintura pra mim começou em 2013, foi uma coisa assim, que veio igual a uma onda de 3 metros”, diz. “Eu estava fazendo uma turnê (no Cansei de Ser Sexy) e percebi que precisava pintar. E era uma urgência, eu falava para as pessoas do meu entorno, me emocionava muito e era uma coisa que eu não sabia ainda como ia ser, porque sempre desenhei, mas pintar é outra linguagem.”

Hoje, aos 42 anos, ela mantém um ateliê em São Paulo, onde recebeu a reportagem da ELLE Decoration Brasil. Atualmente, é representada pela galeria Mazzucchelli Cardoso e diz que encontrou seu caminho nas artes visuais. “A minha cara não é o principal, não é o que está em jogo. O que está em jogo é a pintura. Eu posso ficar atrás delas, e eu prefiro ficar atrás delas”, diz.
Ela conta que começa a trabalhar logo ao acordar, após uma canecona de café. Abre um dos seus cadernos e faz ao menos um “mini”, como chama pequenos desenhos abstratos, coloridos, que, posteriormente, dão forma aos seus quadros banhados com tinta a óleo.
Foto: Ruy Teixeira

“Eu já estou trabalhando na produção das pinturas para essa exposição faz mais de um ano. Pensei muito nas cores do Cultura Artística, que é colorido, principalmente com verde, amarelo e azul.”
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Em razão da mostra, ela lança também novas colaborações. Com a joalheria HStern, desenvolveu uma pulseira com rubis, esmeraldas e safiras inspirada na sua pintura Hambagu (2023) e, com a Bordallo Pinheiro, desenvolveu o vaso Memória de Planta, com o desenho de uma folha de couve. Também no Cultura Artística será possível ver poltronas assinadas pela designer Claudia Moreira Salles para a Etel, com o assento estofado pintado por Luísa.

Vaso da colaboração com a Bordallo Pinheiro. Foto: Ruy Teixeira
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“Eu sinto que o prédio do Cultura Artística é uma joia, é um tesouro que a gente tem no centro de São Paulo. Só que eu acho que às vezes ele pode ser um pouco intimidador”, diz. “E eu só quero que as pessoas tenham uma abertura para olhar, se permitirem olhar e ficarem presentes. Eu não espero mais nada do que isso. O olhar das pessoas já é bem valioso para mim.”

Pulseira da HStern. Foto: Ruy Teixeira
Tudo que eu sei, eu aprendi à noite: de 15 de agosto a 27 de setembro, no Cultura Artística, na Rua Nestor Pestana, 196, Consolação, São Paulo. De quarta a sexta, das 12h às 20h, aos sábados, das 10h às 20h e aos domingos, das 10h às 18h. Entrada gratuita.
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