7 marcas de sapatos femininos criadas por mulheres para seguir agora
Do Brasil autoral a uma descoberta parisiense, conheça sete marcas de sapatos femininos que estão nos pés das fashionistas.
Os calçados têm uma longa história de experimentação na moda, e algumas das marcas de sapatos femininos mais desejadas hoje exploram esse território. Basta lembrar dos saltos esculturais da Schiaparelli, das construções meio surrealistas da Loewe ou das proporções inusitadas que transformaram os calçados da Miu Miu em obsessões fashion. Mas não são apenas as grandes grifes que estão brincando com as possibilidades do design.

As criações de Lane Marinho. Instagram @lanemarinho
Longe das passarelas das grandes maisons, uma nova geração de marcas independentes também tem suas próprias ideias sobre o que colocar nos pés. Há quem trabalhe com couro trançado e técnicas artesanais, quem prefira linhas arquitetônicas e saltos de formatos inesperados ou quem encontre maneiras de reinventar sapatilhas, mules e sandálias. São propostas bastante diferentes entre si, mas que compartilham o interesse por fazer algo além do óbvio.
Para esta seleção, reunimos sete marcas de sapatos femininos comandadas por mulheres, com estilos que vão do minimalismo às criações mais extravagantes. Algumas já conquistaram um público fiel, enquanto outras talvez ainda estejam fora do seu radar. A seguir, conheça os nomes e as histórias por trás das criações.
Izabella Aurora

As sandálias Maria Carolina. Instagram @izabellaaurorabrand
A relação de Izabella Suzart com os sapatos começou de um jeito pouco convencional, desmontando os próprios pares para entender como eram feitos. Formada em desenho industrial pela PUC-Rio, a designer carioca fundou sua marca em 2014 e desenvolveu uma linguagem que combina referências da cultura afro-brasileira, arte contemporânea e técnicas artesanais. Saltos geométricos de madeira, trançados de couro e amarrações manuais estão entre suas assinaturas. Um de seus primeiros modelos, a sandália Olivia, chegou a integrar uma exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 2015. Desde então, suas criações conquistaram mulheres como Zezé Motta, Djamila Ribeiro e Zerina Akers, stylist de Beyoncé.
Sandália Olivia, R$ 2.990.

Mule Ruth, R$ 2.790.

Sandália Tereza, R$ 1.870.

Corriela

Modelos da primera collab com a Aluf, apresentada no Rio Fashion Week. @agfotosite / @thiagofariasfotos
Rafaela Corrêa descobriu a moda observando o avô alfaiate. Nascida em Registro, no interior paulista, ela chegou a pesquisar a fibra de bananeira para uso têxtil antes de criar a Corriela, em 2021. Inspirada pela arquitetura e pela cultura francesa, a label desenvolve sapatos de couro que reinventam clássicos como mules, sapatilhas e sandálias. Em sua segunda colaboração com a Aluf, apresentada na SPFW N61, explorou referências ao universo da pesca em modelos com tramas de ráfia, bicos arredondados e saltos esféricos de madeira.
Salto Maré collab Aluf, R$ 2.582.

Mule Pigalle, R$ 952.

Loafer Louvre, R$ 928.

Vitalina

Instagram @vitalinarecife
A Vitalina nasceu em 2014, quando a publicitária Caroline Dreyer e o fotógrafo Rodrigo Cavalcanti começaram a revender sandálias de couro garimpadas em viagens pelo interior de Pernambuco. Hoje, sob o comando de Caroline, a grife recifense é uma das marcas de sapatos femininos que encontram na cultura popular nordestina sua principal fonte de inspiração. Feitos em parceria com artesãos locais, os modelos misturam técnicas tradicionais e cores inesperadas, como a sandália franciscana de tiras largas e a Cícera, que combina couro e crochê. As referências também vêm das fachadas dos casarios pernambucanos, das feiras populares e dos pássaros do sertão. Até o nome tem história, com uma homenagem ao ceramista Mestre Vitalino e uma provocação ao antigo termo usado para mulheres que não se casavam.
Sandálias Sofia Olho, R$ 439.

Sandálias Flora, R$ 399.

Sandálias Luz, R$ 359.

Lane Marinho

Flats vermelhas de Lane Marinho. Instagram @lanemarinho
Antes de criar sua marca, em 2013, Lane Marinho passou por empresas como Melissa e Schutz, mas foi no trabalho artesanal que encontrou espaço para experimentar. Inspiradas pela natureza e pelas cores de artistas como Henri Matisse, suas sandálias misturam cordas, conchas, pedras e bordados em composições que lembram pequenas esculturas. A produção acontece em um ateliê em São Paulo, onde cada par pode levar até sete horas para ficar pronto. A designer também se dedica à pintura e à cerâmica, e essa relação com as artes aparece nas combinações de cores e nas formas orgânicas de seus modelos. Para quem gosta de marcas de sapatos femininos que fogem do óbvio, é um nome para guardar.
Sandálias Nina flat, R$ 1.850.

Sandálias Ivone, R$ 1.510.

Sandália Nina bloco, R$ 1.500.

Ventotto

As mules Marea, da Ventotto. Divulgação
As irmãs Julia e Luisa Clark cresceram entre os sapatos da fábrica do avô, em Birigui, no interior paulista, mas levaram anos para transformar essa herança familiar em um negócio próprio. Com formações em arquitetura e cinema, respectivamente, elas lançaram a Ventotto em dezembro de 2025. O nome significa 28 em italiano, uma homenagem ao número da sorte do avô. A proposta é produzir poucas coleções por ano, com clássicos repensados em bicos alongados, saltos esculturais e estampas aplicadas ao couro. Entre os sucessos está a mule Marea, de bico quadrado, que esgotou até nas reposições.
Mule Cora, R$ 1.490.

Mule Marea, R$ 1.128.

Sapatilha Serenità, R$ 798.

Ryzí

Sapatilhas slingback da Ryzí. Instagram @mariannastade
Antes de se aventurar pelos calçados, Luiza Mallmann chamou a atenção com suas bolsas inspiradas na arte japonesa do origami. Criadora da Ryzí, a designer gaúcha cresceu em uma família ligada à indústria coureiro-calçadista de Novo Hamburgo e encontrou nas dobraduras uma maneira de dar volume e movimento ao couro. Em fevereiro de 2026, levou essa linguagem para a primeira coleção de sapatos da marca, batizada de These Shoes Are Made for Walking. Sapatilhas, scarpins e slides receberam aplicações triangulares em matelassê, que remetem às construções de suas bolsas. O desenvolvimento levou mais de um ano e incluiu testes de uso de 30 dias para avaliar o conforto dos modelos.
Scarpin slingback, R$ 768.

Sandália Gamora, R$ 945.

Mule Storm, R$ 395.

Jude Paris

Scarpins Bank, da Jude Paris. Instagram @judethebrand
Entre as marcas de sapatos femininos que conquistaram as fashionistas internacionais, a Jude é uma das mais recentes. Criada em Paris, em 2024, por Jurgita Dileviciute e Denitsa Bumbarova, ex-diretora criativa da By Far, a label ganhou espaço no guarda-roupa de Alexa Chung, Chloë Sevigny e Nicole Kidman em tempo recorde. Seu maior sucesso é a mule Date, que trouxe de volta o peep toe com uma abertura angular no bico e salto alto de linhas curvas. Os scarpins Fame também hitaram antes mesmo de chegar às lojas, quando apareceram nos pés de Kim Kardashian. Produzidos em Portugal com couros italianos e franceses, as peças unem minimalismo e um toque de provocação.
Scarpin Inez, € 971.

Mule Date, € 526.

Scarpin Bonnie, € 517.

Preços pesquisados no mês de novembro e sujeitos a alteração.
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