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ácidos

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Na lista de ativos dos produtos de cuidados com a pele, os ácidos parecem reinar. Hoje em dia, é bem difícil ver uma fórmula sem nenhum deles. E mesmo que muita gente use esse termo para se referir às substâncias que promovem a renovação celular, essa não é sua única função. Também encontramos antioxidantes e hidratantes dentro da mesma classificação, por exemplo. Para quem faz questão de entender o que carrega no nécessaire e se cansou de fazer confusão entre essas substâncias devido ao nome nome parecido, a seguir, dermatologistas explicam para que servem alguns dos principais ácidos.

Ácido hialurônico

Potencializador de hidratação, já que as suas moléculas atraem água, ajudando a retê-la na pele, o ácido hialurônico é um dos queridinhos quando o assunto é viço e elasticidade, explica a dermatologista Luciana Garbelini, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). "Ele também pode ser usado como preenchedor, contribuindo para a sustentação do rosto e ajudando a suavizar rugas", complementa. Nesse último caso, os procedimentos injetáveis em consultório costumam ser mais eficientes.

Por ser produzido naturalmente pelo nosso organismo, seu uso em dermocosméticos é apropriado para todos os tipos de pele. Porém, é preciso levar em consideração a textura do produto para melhor performance. "As versões em gel e sérum são mais leves, então são ideais para as mais oleosas. Já os cremes, que podem acabar pesando, são recomendados para áreas mais ressecadas", orienta Luciana.

Ácido ascórbico

É a famosa vitamina C. "Tem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento da pele, além de potencializar o efeito do protetor solar, ajudar na uniformização da coloração e na hidratação", descreve a dermatologista Patrícia Mafra, membro da SBD.

A princípio, pode – e deve – ser usado por todos, independentemente da idade. "Porém, alguns pacientes relatam o surgimento de acne, então é importante testar a reação individual em cada um", pontua Luciana. Peles com manchas, opacas, sem viço, com perda de elasticidade e pouco hidratadas sentem mais diferença quando iniciam o uso.

Ácido ferúlico

Com propriedades antioxidantes e reparadoras, o ácido ferúlico costuma ser associado a vitamina C para estabiliza-lo, potencializando o seu efeito, destaca Patricia. Também auxilia na proteção solar, combatendo o envelhecimento precoce e combatendo radicais livres, quando combinado ao filtro.

"Qualquer tipo de pele pode se beneficiar da sua ação. As mais jovens como prevenção e as mais maduras como um complemento a outros tratamentos", diz Luciana. Não costuma ter contraindicações, mas como qualquer substância, é necessário monitorar a aceitação da derme.

Anna Efetova/Getty Images

Ácido salicílico

Indicado para peles oleosas e acneicas, o ácido salicílico tem a função de limpeza, controle de oleosidade e renovação celular por meio da esfoliação química, esclarece Patrícia. Ele também tem atividade antimicrobiana, cicatrizante e anti-inflamatória.

No entanto, deve ser evitado por gestantes e em peles sensíveis e sensibilizadas. "Essas vão sempre precisar acompanhamento durante o uso de esfoliantes, sejam químicos ou físicos, para não tornar essa derme ainda mais reativa", ressalta Luciana.

Ácido retinóico

Também com capacidade de acelerar a renovação celular, o ácido retinóico não apenas atua no controle de oleosidade, como ainda clareia manchas, alivia cicatrizes, estimula a produção de colágeno e diminui a aparência de poros e linhas finas. "Costuma estar presente em substâncias usadas em peelings profissionais, feitos em consultórios", pontua Luciana.

É ideal para dermes mais resistentes que precisam de uma renovação mais intensa. "As mais maduras normalmente respondem bem a essa substância", ressalta a dermatologista. "Quem tem a área sensibilizada pode até usar, mas com acompanhamento médico e com menor frequência", alerta. A excessão fica para gestantes, peles feridas ou com algum machucado – mesmo que de acne.

Ácido glicólico

"O ácido glicólico facilita a penetração de outros ativos", destaca Luciana. Ele também auxilia no combate de radicais livres, contribui para o viço por meio da esfoliação e estimula a firmeza e a elasticidade. Seu diferencial é ajudar na hidratação, o que é importante, principalmente, durante tratamentos mais intenso para manchas, assinala a especialista.

É uma ótima alternativa ao ácido retinóico por se adaptar com mais facilidade a alguns tipos de pele, mas quem tem o fototipo mais escuro precisa ter cuidado, usando apenas sob a supervisão de um dermatologista. Grávidas devem evitar.

Ácido azelaico

Um dos ácidos com ação esfoliante mais suaves dessa lista, o azelaico controla a oleosidade, trata a acne leve e clareia manchas mais amenas, tendo o diferencial de poder ser usado por gestantes e por quem tem rosácea, conta Patrícia.

Ele também aceita bem a combinação com outros ativos e tem maior tolerância ao sol, podendo ser usado com mais liberdade, complementa Luciana. "O único porém é que ele pode ser um pouco incômodo, ou seja, 'pinicar', o que para muitos pacientes pode ser um obstáculo", pondera.

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