Estas são as dicas de ouro dos dermatologistas para tratar a flacidez da pele

Especialistas explicam por que a flacidez da pele acontece, quais hábitos aceleram o processo e quais tratamentos realmente ajudam a preservar a firmeza do rosto e do corpo.


flacidez da pele
Foto: Instagram/@harold_james



A flacidez da pele é uma das principais queixas relacionadas ao envelhecimento, mas ela não surge da noite para o dia. O processo acontece de forma gradual e envolve uma combinação de fatores biológicos, genéticos e comportamentais que comprometem a sustentação da derme ao longo dos anos. A boa notícia é que, embora seja inevitável, ela pode, sim, ser retardada com cuidados diários, hábitos saudáveis e tratamentos que estimulam a produção de colágeno.

Segundo a médica dermatologista Paula Barreto, a perda da firmeza é consequência das transformações naturais do corpo. “Com o passar dos anos, o organismo reduz gradualmente a produção de colágeno e elastina, proteínas responsáveis por manter a pele firme, elástica e sustentada”, explica. Ela ressalta que o envelhecimento vai além: “Também ocorre perda de gordura, alterações na musculatura da face e reabsorção óssea, mudanças que contribuem para a transformação do contorno facial ao longo do tempo”. A dermatologista Aline Vieira corrobora: “É inevitável, porque a flacidez também é um processo fisiológico”.

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Foto: Instagram/@harold_james

Embora o relógio biológico não possa ser interrompido, diversos fatores aceleram esse processo. A exposição excessiva ao sol está entre os principais vilões. “A radiação ultravioleta degrada as fibras de colágeno e elastina”, afirma Paula. Além disso, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, estresse crônico e noites mal dormidas também prejudicam a capacidade do organismo de produzir e reparar o colágeno.

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Aline acrescenta outro fator que merece atenção: o excesso de açúcar na alimentação. “O açúcar é responsável pela glicação, que endurece a fibra de colágeno”. Ela também destaca que alterações hormonais, especialmente durante a menopausa, aceleram a perda dessa proteína. Outro fenômeno cada vez mais observado nos consultórios é a flacidez após emagrecimento rápido. “Temos recebido cada vez mais pacientes em uso dos agonistas de GLP-1, que induzem uma perda de peso acelerada, aumentando a queixa de flacidez facial e corporal”.

Prevenir é melhor do que remediar

Se existe uma dica que une as duas especialistas, ela é a importância da prevenção. A proteção solar diária aparece como o cuidado mais importante para preservar o colágeno e evitar o envelhecimento precoce. “O uso do filtro protege o colágeno dos danos causados pela radiação ultravioleta”, reforça Paula.

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Na rotina de skincare, alguns ativos contam com respaldo científico para estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade da pele. A vitamina C, por exemplo, atua como antioxidante e participa da formação de novas fibras de colágeno. Já os retinoides estimulam a renovação celular e ativam os fibroblastos, responsáveis pela produção dessa proteína. Os peptídeos também aparecem como aliados por funcionarem como sinalizadores biológicos capazes de estimular a síntese natural de colágeno.

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Aline lembra que os cosméticos são importantes, mas devem fazer parte de uma estratégia mais ampla: “Os ativos ajudam tanto a impedir as reações que degradam colágeno quanto a estimular sua produção, mas o filtro solar diário é obrigatório, assim como a hidratação para fortalecer a barreira cutânea”. Além dos produtos, hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, ingestão de líquidos, controle do estresse e boas noites de sono fazem diferença na preservação da firmeza da pele.

Flacidez da pele além do skincare

Apesar dos benefícios dos cosméticos, eles têm limitações. Quando a flacidez da pele se torna mais evidente, os procedimentos realizados em consultório passam a desempenhar um papel importante. “A rotina de skincare ajuda a manter o viço, a textura e a hidratação, mas não é capaz de reposicionar os tecidos nem recuperar a perda estrutural”, explica Aline. Segundo ela, o ideal é procurar um dermatologista entre os 25 e 30 anos para iniciar uma rotina preventiva e buscar avaliação assim que surgirem os primeiros sinais, como o aprofundamento do sulco nasogeniano e a sensação de rosto mais cansado.

Paula faz uma avaliação semelhante. “Quando a flacidez começa a se tornar mais evidente, os cosméticos passam a ter um alcance limitado. Nessa fase, as tecnologias utilizadas no consultório ganham importância porque conseguem estimular a produção de colágeno em camadas mais profundas da pele”.

Hoje, o consenso entre dermatologistas é que não existe um procedimento único capaz de tratar todas as manifestações da flacidez. A tendência é combinar diferentes tecnologias para atuar em várias camadas. “O ultrassom micro e macrofocado entrega energia em diferentes profundidades da pele, promovendo sustentação e um efeito lifting natural”, explica Paula, citando o Ultraformer MPT. Além dele, também já desembarcaram no Brasil o Ultherapy, Liftera e Linear Z.

Já a radiofrequência monopolar, como a Volnewmer, Density e Coolfase, funciona estimulando colágeno e elastina, melhorando firmeza, elasticidade e textura. Segundo a especialista, a associação das duas tecnologias permite tratar simultaneamente a sustentação profunda e a qualidade da pele.

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Aline também destaca o ultrassom microfocado entre as principais opções para retração da derme e reforça o papel da radiofrequência em diferentes modalidades. Além disso, aponta os bioestimuladores de colágeno como procedimentos com ampla evidência científica. “Os principais são a policaprolactona, o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio. São procedimentos injetáveis que aumentam a espessura dérmica”, justifica.

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Nas redes sociais, não faltam soluções que prometem resultados rápidos para combater a flacidez, mas as especialistas alertam que esse é um dos erros mais frequentes. “Esqueça as soluções milagrosas e evite seguir tendências sem orientação médica”, afirma Aline. Segundo ela, muitas pessoas esquecem que a flacidez envolve estruturas profundas da face. Sua principal recomendação é adotar uma visão de longo prazo. “A pele é um órgão que precisa de manutenção contínua. Entender o processo fisiológico do envelhecimento ajuda a criar estratégias para contrabalanceá-lo”. Ela resume sua principal dica em três pilares: “Proteção solar diária, preservação da massa muscular e início precoce de protocolos de estímulo de colágeno”.

Paula reforça a importância da individualização: “Cada pessoa apresenta um padrão diferente de flacidez, e o tratamento deve ser sempre individualizado”. No fim das contas, combater a flacidez da pele significa investir em constância. A combinação entre hábitos saudáveis, uma rotina de skincare bem orientada e procedimentos indicados por um dermatologista continua sendo a estratégia mais eficaz para preservar a firmeza e a qualidade da derme ao longo dos anos.

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