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Depois de despontar como queridinha do skincare, a niacinamida agora caminha para estampar embalagens de produtos capilares. Nem sempre, no entanto, o uso do ingrediente é sinônimo de eficiência.

Antes de mais nada, é preciso saber que a niacinamida (nicotinamida ou niacina) é a vitamina B3, pertencente ao complexo B, que pode ser encontrada em alimentos como peixes, ovos, castanhas e gérmen de trigo.

“O paciente que tem deficiência de niacinamida não vai ter uma produção adequada de proteína, e isso vai repercutir em funções do corpo", diz Fabiane Brenner, dermatologista e coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na pele e no cabelo, destaca a médica, essa deficiência fica mais evidente. "O cabelo fica mais quebradiço e a pele, mais ressecada e mais sensível ao sol.”

Nesses casos, facilmente detectáveis através de exames de sangue, pode haver indicação médica de suplementos vitamínicos, explica Luciano Barsanti, médico tricologista, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia e diretor médico do Instituto do Cabelo. A vitamina tem uma ação antioxidante e antihiperlipidêmica, ou seja, pode baixar o colesterol ruim quando ingerida por via oral, explica Barsanti. Ela também pode melhorar a saúde do bulbo capilar, além da circulação no couro cabeludo, ajudando em sua nutrição. Porém, quando ingerida sem necessidade ou prescrição adequada, pode causar sérios riscos à saúde.“A hipervitaminose pode levar a problemas graves, como lesões hepáticas, que são as hepatites químicas por excesso de vitaminas de todos os tipos, não só da B3”, avisa o médico.

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Barsanti também alerta para possíveis reações, tanto no uso oral ou tópico da vitamina, chamadas de “flushing”. “É uma vermelhidão intensa no couro cabeludo, no corpo, dá coceira, sensação de calor intensa, pode haver sudorese e dor de cabeça”, explica.

E quanto à aplicação no cabelo, especificamente? De acordo com a dermatologista Fabiane Brenner, a niacinamida pode ser usada em certos casos de distúrbios no couro cabeludo, topicamente, como anti-inflamatório. Mas não há evidência de outros benefícios na região ou nos fios de cabelo. “A niacinamida vai ajudar o meu cabelo a crescer mais e ficar mais bonito? A gente não tem essa evidência”, responde a especialista. “E, nos fios, ela não tem absorção.”

Segundo o dermatologista e tricologista Valcinir Bedin, a niacinamida, em forma de loção ou sérum, pode ajudar na produção das ceramidas, elementos que ficam na camada mais externa da pele e no couro cabeludo. De acordo com o médico, ela pode atuar como coadjuvante para ajudar a deixar o couro cabeludo mais sadio – o couro cabeludo doente pode causar queda, afinamento, fragilidade e quebra de fios. Bedi ressalta que o uso da vitamina faz sentido se há um problema na região. "Vai ajudar quando houver a necessidade dele, se você tem um couro cabeludo descamativo, oleoso demais, com coceira."

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Em relação à aplicação nos fios, Bedin faz coro com Fabiane e diz que não há benefícios pois não há absorção. “Niacinamida não é como o colágeno ou a queratina, que são proteínas, e podem grudar no fio e, temporariamente, fazer um efeito cosmético.”

Já para o médico e tricologista Luciano Barsanti, tanto nos fios quanto no couro cabeludo, a vitamina topicamente não gera nenhum benefício. “Qualquer tipo de produto que tem um ativo tópico à base de niacinamida não agrega nenhum tipo de melhora de saúde nem do fio e nem do couro”, disse. “Eu não vejo nenhum benefício adicional ou extraordinário na utilização desses produtos.” Um protetor solar com niaciamida vai continuar protegendo do sol, assim como um óleo hidratante com a vitamina vai hidratar, mas não é a niaciamida que vai potencializar a ação desses produtos, diz o médico.

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