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Beleza

Por que o bob é tão querido?

Das top models às Kardashians, passando pelos grandes nomes de Hollywood: todo mundo está aderindo ao corte. Mas o que o torna tão desejado assim?

Reprodução: Instagram
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A gente bem sabe que o bob já é um clássico dos salões de beleza. Vira e mexe, contudo, quase como em um efeito dominó, ele domina as passarelas e pipocam celebridades optando pelo corte. É por isso que 2021 tem tudo para virar "o ano do bob": Kourtney Kardashian marcou seu momento cool e namorada de rockstar aderindo à tendência. Naomi Campbell, conhecida por seu longo cabelo liso, cruzou o tapete vermelho com um bob afiado. Além delas, Beyoncé, Cara Delevingne, Bella Hadid, Taylor Swift e Penélope Cruz também apostaram no look em algum momento deste ano.

Versátil, cool e democrático: essas são algumas das características geralmente associadas ao corte. "Quando se fala em elegância, o bob sempre vem à mente. As linhas retas dele, representam, de acordo com o visagismo, pontos de força e, com isso, passam essa sensação de poder", conta Rodrigo Lima, diretor criativo do Circus Hair. Mas, o que define o bob? "Ele é caracterizado principalmente pelo fio reto do topo da cabeça até a ponta, sem repicado ou desfiado, criando uma linha reta da nuca até a frente do rosto", continua.

Ao longo dos anos, ele foi ganhando outras versões e comprimentos, que se adaptam a diferentes texturas de cabelo. "O clássico tem uma altura que fica pelo pescoço. O long bob encosta nos ombros; o french bob é cortado rente ou um pouco acima da altura do queixo; e o blunt bob, que é um corte mais 'duro' e reto, fica entre o long e o classic", completa o cabeleireiro.

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"Ele é sempre muito associado aos lisos, porém a estrutura dele pode ser usada por todos os tipos de fios. É um corte muito versátil que combina com vários estilos e fica incrível nos crespos e cacheados", Rodrigo Lima, cabeleireiro

Rebeldia feminina

Apesar de ser hoje tão popular, o bob nem sempre foi bem aceito. O visual de nomes femininos poderosos da história, como Cleópatra, Joana D'Arc e Amelia Earhart, fez seu debut na cultura pop nos anos 1890, com a atriz francesa Polaire. Ele ainda era associado ao estereótipo de mulheres rebeldes que, de alguma forma, tentavam quebrar com as regras de gênero. O curto era tão fora dos padrões que, em sua estreia em Nova York, Polaire foi chamada de "a mulher mais feia do mundo".

Nos anos 1920, com o advento do jazz e das estrelas de Hollywood, o bob finalmente chega ao mainstream. "Ele foi cravado na história por Coco Chanel, que emprestou seu nome a este look, tornando-o eternamente associado à elegância pela qual a couturier é lembrada até hoje", aponta Rodrigo Cintra, idealizador do The Art Salon. Ainda que ele já tivesse se tornado o desejo de boa parte das mulheres, o bob ainda era considerado um ato de rebeldia e de desobediência feminina. Neste mesmo pacote ainda estavam o uso de maquiagem, o consumo de álcool, o sair para dançar e o uso de vestidos mais curtos. O curtinho causou tanta comoção que, nessa época, havia a distribuição de panfletos alertando que ele causaria problemas de saúde. Ainda assim, o bob mexeu tanto com o imaginário feminino que até as mais conservadoras passaram a comprar perucas que simulavam o comprimento. Um hit e uma maldição ao mesmo tempo!

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Coco Chanel, com seu ic\u00f4nico corte de cabelo Coco Chanel, com seu icônico corte de cabeloGetty Images

Depois deste primeiro momento de popularidade, o bob ficou tímido por algumas décadas, até que ressurgiu com força nos anos 1960 pelas mãos do cabeleireiro das celebridades, Vidal Sassoon. Ele modernizou o visual, deixando-o mais geométrico, que passou então a compor o estilo mod – uma subcultura modernista que, na moda, incluía minissaias, silhuetas retas e cores fortes e, na música, representava uma mistura de jazz moderno, ska e soul. Entre as décadas de 1980 e 1990, ele ganha mais espaço na cultura pop, com celebridades como Meg Ryan, Naomi Campbell e Uma Thurman – quem é que esquece do cabelo de Mia Wallace em Pulp Fiction (1995)? Desde então, o corte, em suas várias versões, é presença garantida das passarelas ao tapete vermelho.

Também quero, e agora?

Como tudo na beleza, o bob também está cada vez mais democrático, e ganha agora novos acabamentos. Por isso, comece buscando referências de pessoas com a mesma textura de cabelo que o seu que também aderiram ao comprimento. "Ele é sempre muito associado aos lisos, porém a estrutura dele pode ser usada por todos os tipos de fios. É um corte muito versátil que combina com vários estilos e fica incrível nos crespos e cacheados", conta Rodrigo Lima.

De acordo com o cabeleireiro, apesar de termos a imagem dele em sua versão supercertinha, hoje já temos variações com acabamentos mais despojados. "Para esse visual, vale desfiar as pontas e desconectar a parte de trás da parte da frente. Este corte especificamente permite mudar de estilo de acordo com a finalização. Para um efeito mais moderno, abuse de finalizadores para amassar os fios", aconselha Lima. Para Rodrigo Cintra, as pomadas secas e os ativadores são os produtos ideais para dar textura e volume. "Vale secar o cabelo de baixo para cima e também usar um babyliss grosso", completa.

Para o bob clássico, bem alinhado e com uma finalização mais polida, deixe o corte mais reto. "Para finalizar, utilize gel e cremes de pentear. Mousses de leve a alta fixação também podem ser usados", explica Rodrigo Lima. Cintra, por sua vez, também indica secar e modelar as pontas levemente para dentro. Os especialistas lembram ainda que o bob pode (e deve!) ser extremamente prático para o dia a dia: basta fazer o corte certo, com uma manutenção a cada dois meses para manter o comprimento, e usá-lo com a textura natural do cabelo. Diferente do que víamos décadas atrás, não existem mais regras para o bob - ou para qualquer outro corte de cabelo. Ainda bem!

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