Transplante de cílios: tudo sobre a técnica capaz de renovar o volume das pestanas
Procedimento pioneiro no Brasil, o transplante de cílios promete resultado definitivo, natural e personalizado. Aqui, destrinchamos a técnica.
O desejo por cílios mais volumosos, longos e definidos alcançou um novo patamar. Em meio a extensões, séruns de crescimento e curvaturas estratégicas, o transplante de cílios surge como uma alternativa definitiva. Diferentemente das soluções temporárias, o protocolo utiliza fios do próprio paciente e propõe uma transformação permanente, respeitando a anatomia e o desenho individual do olhar.
À frente da técnica no Brasil está Lu Rodrigues, fundadora da Lu Make Up e da Lu Medical, responsável pelo desenvolvimento do protocolo exclusivo Everlashes. “A Lu Medical é a primeira clínica no país a introduzir o transplante de cílios, consolidando-se como pioneira nesse avanço dentro da medicina estética regenerativa”, afirma em entrevista à ELLE. Segundo ela, o procedimento alia técnica médica e sensibilidade estética: “O transplante consiste na redistribuição estratégica de fios para a região dos cílios, promovendo aumento de densidade, comprimento e definição do olhar de forma permanente e absolutamente natural”.
Para quem é indicado o transplante de cílios?

Foto: Divulgação
De acordo com Lu Rodrigues, o candidato ideal é o paciente que apresenta rarefação ou perda dos fios, seja por fatores genéticos, hormonais, traumas locais ou tratamentos médicos, além daqueles que desejam aumentar a densidade dos cílios de forma definitiva e natural. “O grande diferencial da técnica está na integração total ao crescimento natural dos fios, respeitando a anatomia individual e valorizando o olhar sem artificialidade”, explica.
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Antes da cirurgia, todos os pacientes passam por avaliação criteriosa. “Incluímos consulta oftalmológica especializada, análise das condições da região ocular, histórico clínico e saúde geral. Somente após essa avaliação definimos se o paciente está apto a realizar a cirurgia e a receber anestesia com sedação, sempre seguindo protocolos médicos rigorosos”.
Como em qualquer procedimento cirúrgico, existem contraindicações, que são “cuidadosamente identificadas na etapa pré-operatória, assegurando uma experiência segura e personalizada”, pontua Lu.
Como funciona a técnica?
Os fios utilizados no transplante de cílios são retirados do próprio couro cabeludo do paciente, mais especificamente da região da nuca. “Escolhemos essa área porque o cabelo possui leve curvatura e excelente adaptabilidade”, explica ela. Após a extração, cada fio passa por um processo minucioso. “Os bulbos são submetidos a um criterioso processo de seleção e lapidação pela equipe especializada. Essa etapa é fundamental para assegurar delicadeza, precisão e adaptação adequada à região dos cílios”.
O procedimento dura entre quatro e cinco horas e é dividido em duas etapas. “Na primeira fase, implantamos de 30 a 60 bulbos. Após aproximadamente quatro meses, realizamos a segunda etapa para complementação, chegando a cerca de 100 bulbos”. A coleta é feita com anestesia local. Já a implantação exige sedação: “A fase de implantação é mais complexa que um transplante de sobrancelhas, por isso utilizamos sedação acompanhada por anestesista. A região dos cílios é extremamente sensível e exige máximo controle e segurança”.

Foto: Divulgação
Segundo Lu Rodrigues, todo o protocolo prioriza a saúde ocular. “A implantação é realizada de forma minuciosa na pálpebra, respeitando rigorosamente critérios oftalmológicos e a direção natural de crescimento dos fios”.
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Uma das principais dúvidas é sobre a durabilidade. “Sim, o resultado é considerado permanente, porque os fios implantados pertencem ao próprio paciente”, afirma. Nos primeiros meses, no entanto, os fios apresentam crescimento mais ativo. “Eles se comportam como cabelos. Podem exigir aparos periódicos, geralmente uma vez por semana, para manter o comprimento e a harmonia do olhar”. Durante esse período, o acompanhamento é constante. “Nossa equipe orienta todos os cuidados necessários, garantindo não apenas a estética do resultado, mas também a saúde e o equilíbrio da região ocular”.
Pós-operatório e recuperação

Foto: Pexels
O pós-operatório, segundo a especialista, costuma ser tranquilo. “Pode ocorrer leve vermelhidão nas primeiras horas, mas geralmente não há hematomas ou inchaços significativos”. Entre as principais recomendações estão não molhar a região por duas semanas e evitar maquiagem por 30 dias. “Após esse período, a maquiagem pode ser liberada com cautela, sempre sem fricção intensa. Também orientamos evitar qualquer pressão ou atrito ao dormir”.
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A retomada das atividades é rápida. “Na maioria dos casos, o paciente já pode retornar à rotina no dia seguinte, seguindo apenas os cuidados locais.” Apesar disso, como qualquer cirurgia, o procedimento envolve riscos inerentes. “Eles variam de acordo com as particularidades clínicas de cada paciente”, explica Lu que ressalta que o protocolo rigoroso minimiza intercorrências. “Até o momento, não registramos complicações relevantes entre os pacientes submetidos à técnica. Isso é resultado de uma abordagem criteriosa, equipe multidisciplinar qualificada e seleção adequada dos candidatos”.
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