Cadastre-se em nossa newsletter para ler este e outros artigos.

Doses semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas os lançamentos da ELLE!
Inscreva-se gratuitamente.

  • ASSINE NOSSA NEWSLETTER
  • O melhor da ELLE direto no seu inbox! Inscreva-se gratuitamente.
  • INSCREVA-SE AQUI
PUBLICIDADE

Confinada em sua casa, observando os vizinhos de sua janela, uma mulher testemunha um crime. É difícil assistir à A Mulher na janela, novo suspense da Netflix, baseado no livro homônimo de A.J. Finn, e não lembrar de Janela indiscreta (1954), de Alfred Hitchcock. "Acho que o livro tem uma relação com Janela indiscreta, está em seu DNA", diz à ELLE o diretor Joe Wright, que preferiu destacar essa conexão. Logo no início de A mulher na janela, a câmera passa por uma TV, em que se pode ver o longa da década de 50 – a protagonista, interpretada por Amy Adams, adora filmes antigos. "Nós reconhecemos isso bem no começo do longa, encerramos e pudemos criar algo nosso", diz o diretor sobre o filme que estreia nesta sexta-feira (14.5) na plataforma.

A Mulher na Janela | Trailer oficial | Netflix www.youtube.com

A história de A Mulher na janela traz também diferenças em relação à trama de Hitchcock, protagonizado por um fotógrafo (James Stewart), que observa os vizinhos, enquanto se recupera de um acidente, e acredita ter testemunhado um assassinato. Amy vive Anna, uma psicóloga infantil que sofre de agorafobia, o que faz com que ela tenha medo de sair de casa. Embalada por doses cavalares de remédios e álcool, enquanto lida com suas questões emocionais, Anna é colocada em dúvida, quando denuncia o crime que conta ter testemunhado. "Ela começa a questionar o que vê e escuta", diz Amy à ELLE. "Li muito sobre agorafobia. Joe e eu encontramos uma terapeuta, discutimos trauma e ansiedade e como isso se manifesta", conta a atriz sobre sua preparação para o papel. "Mas uma das coisas mais valiosas foi sentar com ele e ter um cronograma de ensaios intenso e maravilhoso. Pudemos não só mergulhar na personagem como nos conhecer e construir uma confiança entre nós."

PUBLICIDADE

Já Wright conta ter assistido a filmes de Hitchcock, entre outros diretores. "Estava particularmente interessado em Klute (1971, protagonizado por Jane Fonda e Donald Sutherland), de Alan J. Pakula, quando estava fazendo este filme. Acho que há uma influência mais atmosférica (dele) do que Hitchcock", diz. "Mas a escolha de Hitchcock de ângulos de câmeras, as suas influências pelo expressionismo alemão, de uma forma que meu próprio trabalho é influenciado por isso também... Há uma longa tapeçaria de influências em qualquer obra."

Amy Adams e Joe Wright nos bastidores do filmeFoto: Divulgação/Netflix

Wright é conhecido por adaptações literárias como Orgulho & preconceito (2005), de Jane Austen, Desejo e Reparação (2007), de Ian McEwan, e Anna Karenina (2012), de Liev Tolstói. "Estava interessado em fazer um suspense. Não sou um cara desse gênero, mas li este e fiquei intrigado", diz. "Parecia alucinatório e gosto desta atmosfera, de como (o roteiro) lida com uma realidade paralela, um conflito entre realidades. Isso falou com coisas pelas quais estava passando", diz. "E estava animado com a personagem. Mas dependia da protagonista, de quem fosse interpretar Anna. Não há muitos atores que possam interpretá-la e carregar um filme como este. Falei: 'Se Amy Adams puder, eu faço'. E aqui estamos". Wright ainda contou no elenco com veteranos como Jennifer Jason Leigh, Julianne Moore e Gary Oldman (que já havia dirigido em O Destino de uma nação, de 2017, e pelo qual o ator recebeu um Oscar).

PUBLICIDADE

Filmado ainda em 2018, o longa enfrentou alguns percalços para chegar à tela: mudou de distribuidora, sofreu mudanças na trama após sessões-teste com público e teve o lançamento adiado por conta da pandemia. Ironicamente, estreia em um momento em que parte do público, em meio ao distanciamento social, conhece bem a sensação de observar o entorno pela janela.

Foto: Divulgação/Netflix





Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE