As referências por trás do show de Bad Bunny no Super Bowl

Da casita à roda de dominó, os símbolos latinos na apresentação histórica do porto-riquenho.


Bad Bunny no Super Bowl
O porto-riquenho em sua apresentação Foto: Kindell Buchanan/PA Images via Getty Images



Bad Bunny no Super Bowl entrou para a história do evento. Primeiro artista latino a assumir sozinho o show do intervalo do Super Bowl, o porto-riquenho transformou o gramado do Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia, EUA), em um palco de afirmação cultural. Na noite do último domingo (08.02), o vencedor do Grammy de álbum do ano apresentou faixas de Debí tirar más fotos (2025) e construiu um espetáculo repleto de símbolos e memórias da América Latina, com participações que ampliaram ainda mais o impacto da noite.

A seguir, sete momentos da apresentação do cantor:  

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Casório de verdade

Com direito a bolo, convidados – entre eles, uma criança dormindo sobre duas cadeiras – e até Lady Gaga cantando “Die with a smile” em versão salsa, o casamento exibido no show aconteceu de verdade! Os pombinhos, que não tiveram os nomes divulgados, haviam convidado Bad Bunny para a cerimônia, mas ele sugeriu que o “sim” fosse dito ao vivo, no meio da apresentação.

Bad Bunny

Foto: Neilson Barnard/Getty Images


Os postes

Durante a faixa “El apagón”, Benito percorreu o gramado do estádio cercado por postes de energia, em uma clara alusão à crise no fornecimento de eletricidade que Porto Rico enfrenta há anos. A ilha, sob controle dos Estados Unidos desde 1898, convive com apagões constantes, situação que se agravou após a passagem do furacão Maria, em 2017.

Latinidade em foco

Ao longo dos 13 minutos da apresentação, o show evocou lembranças familiares a qualquer latino. Referências ao nosso cotidiano, além de códigos culturais, como a barraca de coco gelado, a roda de dominó, o carrinho de raspadinha e o ambulante de “compro ouro”, pontuaram a narrativa do espetáculo.

 

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La casita

A casa que surgiu no centro do gramado também não era apenas cenografia. Chamada de “La casita”, o espaço que imita uma típica casa latina, virou ponto de encontro durante a residência de Bad Bunny em Porto Rico, em 2025. Por lá, passaram Penélope Cruz, Javier Bardem, LeBron James e Maluma. Durante o Super Bowl, acomodou nomes como Cardi B, Pedro Pascal, Karol G e Jessica Alba.

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O menino

A criança que aparece assistindo ao discurso de Bad Bunny no Grammy pela TV e, em seguida, recebe o prêmio das mãos do cantor é o ator mirim Lincoln Fox, de 5 anos. O gesto faz referência direta à infância de Benito, que sempre sonhou em seguir a carreira musical, e reforça a importância da representatividade.

Bad Bunny

Foto: Bob Kupbens/Icon Sportswire via Getty Images


Os looks

Bad Bunny surgiu com dois visuais off-white assinados pela Zara, com styling de Storm Pablo e Marvin Douglas Linares. A camisa esportiva com o número 64 fazia referência a 1964, ano de nascimento de sua mãe, Lysaurie Ocasio. Nas costas, o sobrenome dela aparecia bordado, adicionando mais um detalhe pessoal ao look.

 

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Encerramento

Ao final do espetáculo, a mensagem de Bad Bunny ficou ainda mais clara. No telão do estádio, a frase “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor” reforçou a ideia de América defendida pelo artista, que ainda listou todos os países que a compõem. “Seguiremos aqui!”, gritou Benito, cercado por dançarinos erguendo as bandeiras do continente.

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