Cadastre-se em nossa newsletter para ler este e outros artigos.

Doses semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas os lançamentos da ELLE!
Inscreva-se gratuitamente.

  • ASSINE NOSSA NEWSLETTER
  • O melhor da ELLE direto no seu inbox! Inscreva-se gratuitamente.
  • INSCREVA-SE AQUI
Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Quando começou a escrever o roteiro de No ritmo do coração – remake do longa francês La famille bélier –, a diretora Siân Heder decidiu que aprenderia a língua de sinais. Isso porque a protagonista Ruby (Emilia Jones) é uma adolescente Coda (sigla para Child of Deaf Adults, ou seja, filha de pais surdos). Ruby é convidada a estudar música na faculdade – sua paixão é cantar –, mas se vê em um dilema, porque é a intérprete dos pais e teria de mudar de cidade.

Roteirista da série Orange is the new black, Siân também decidiu que os personagens surdos seriam interpretados por atores com deficiência auditiva. "A surdez não é um figurino que se veste", resume à ELLE. Foi preciso ter intérpretes na equipe e traduzir boa parte do roteiro para a língua de sinais.

No Ritmo do Coração | Trailer Legendado www.youtube.com


O trabalho minucioso colheu frutos em Sundance este ano: a comédia dramática ganhou os prêmios de melhor filme pelo público e pelo júri. Foi disputado por Amazon, Netflix e Apple TV+, que ganhou a disputa ao pagar pelo longa o valor mais alto já negociado em Sundance (25 milhões de dólares). No Brasil, o filme não será lançado na plataforma ainda, mas chega aos cinemas nacionais nesta quinta-feira (23.09), via Diamond Filmes.

"Em todos os debates que temos hoje sobre gênero, raça, sexualidade e inclusão, a deficiência foi deixada de lado. Existe uma riqueza de histórias nessas comunidades que precisa ser contada. Espero que o filme abra portas e que Hollywood acorde para o fato de que essa mudança precisa acontecer", diz Siân.

PUBLICIDADE

Foto: Divulgação


Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE