“Da magia à sedução: Feitiço de amor” volta com novos atores e diretora

Quase 30 anos depois, Sandra Bullock e Nicole Kidman retornam como as irmãs bruxas amaldiçoadas no amor.


Da magia à sedução: Feitiço de amor
Nicole Kidman e Sandra Bullock como as irmãs bruxas Foto: Divulgação



Nem Sandra Bullock nem Nicole Kidman podiam imaginar que um dia voltariam aos papéis das irmãs bruxas Sally e Gillian Owens. Mas as duas retornam em Da magia à sedução: Feitiço de amor, que estreia nesta quinta-feira (10.09) nos cinemas brasileiros. 

Em 1998, quando o filme original foi lançado, nem a bilheteria nem a recepção foi das melhores. “Fiquei com trauma da nossa turnê de imprensa”, disse Sandra à Associated Press. “Não fomos bem recebidas porque era ‘demais’, ‘bruxaria demais’, ‘mulheres em excesso’, ‘tons diferentes’. E eu me perguntava: ‘Você já viveu um dia na pele de uma mulher?’.”

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Para a atriz, a história das duas irmãs bruxas criadas por duas tias bruxas, Frances (Stockard Channing) e Jet (Dianne Wiest), tinha chegado cedo demais ao mundo. Nos anos 1990, o olhar para filmes e séries com elencos quase inteiramente compostos por mulheres era bem menos generoso – não que seja o ideal hoje. E, para Nicole, a ideia de estar protagonizando grandes produções hoje em dia era algo inimaginável naquela época por causa do etarismo. “Se 28 anos atrás você nos dissesse que, sendo mulheres, ainda poderíamos estrelar um filme de estúdio, eu não teria acreditado”, disse à Reuters a atriz de 59 anos – Sandra tem 62.

A seguir, saiba mais da sequência:

Pressão popular

A imprensa e a crítica não foram os únicos problemas na época. A bilheteria também não foi um estouro. Mas, graças às redes sociais, Da magia à sedução voltou a ficar popular. De uns cinco anos para cá, nos tapetes vermelhos, Nicole começou a ouvir que o filme era o favorito de vários fãs. Sandra várias vezes escutou a pergunta: “Quando vocês vão fazer Da magia à sedução 2?”. A produtora Denise Di Novi começou a pensar em uma sequência, e as duas atrizes toparam sem hesitar. Feitiço de amor é baseado em O livro de magia, de Alice Hoffman, uma continuação do best-seller que inspirou a produção original. O novo longa recebeu críticas negativas, mas as previsões de bilheteria são otimistas.

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Stockard Channing e Dianne Wiest como as tias bruxas Foto: Divulgação

Quem está de volta

Sandra, Nicole, Stockard e Dianne retornam como Sally, Gillian, Frances e Jet. Aidan Quinn, que interpretou o detetive apaixonado por Sally, não. Seu Gary é vítima da maldição que assombra as Owens desde a bruxa original, Maria: todos por quem elas se apaixonam morrem. E é por causa disso que Sally deixou de lado a bruxaria e escondeu das filhas, Antonia e Kylie, suas capacidades. As atrizes que originalmente interpretaram as meninas, Alexandra Artrip, 36, e Evan Rachel Wood, 39, não voltam para a sequência. A justificativa para a troca das atrizes foi que as personagens ainda estão na universidade e, portanto, precisavam ser mais jovens.  

O novo elenco

Se no filme original duas irmãs bruxas são criadas por duas irmãs bruxas, na sequência Antonia e Kylie – agora interpretadas por Maisie Williams e Joey King, respectivamente – não sabem do histórico de bruxaria nem da maldição da família.  

Sem saber do histórico amoroso trágico da família, Kylie se envolve com Gideon (Xolo Maridueña), e logo descobre a maldição. Ela resolve ir à Inglaterra, terra da antepassada Maria, para encontrar uma maneira de acabar com o feitiço do mal. Sua mãe e sua tia vão atrás, pedindo ajuda ao professor Ian Wright (Lee Pace), especialista em magia. Solly McLeod interpreta Thomas, um ex-aluno de Ian que se propõe a auxiliar Kylie.

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Maisie Williams e Joey King como a nova geração de bruxas Foto: Divulgação

Uma diretora

Mesmo adorando Griffin Dunne, que dirigiu o original, tanto a produtora Denise Di Novi quanto as atrizes principais achavam que era o caso de trazer uma mulher para comandar Da magia à sedução: Feitiço de amor. A escolhida foi a dinamarquesa Susanne Bier, que trabalhou com Sandra em Caixa de pássaros (2018) e com Nicole nas séries The undoing (2020) e O casal perfeito (2024-). Nicole se comprometeu a trabalhar com diretoras mulheres a cada 18 meses e tem cumprido a promessa.

Bastidores

Tanto para Nicole como para Sandra, o filme chegou na hora certa. “Precisava de algo leve e divertido”, disse Nicole, que se separou de Keith Urban pouco depois da filmagem, ao USA Today. “Muitas vezes, sou a âncora dramática do filme. Deixar Sandy fazer esse papel foi ótimo para mim.” 

Para Sandra, foi um jeito de lidar com o luto do marido Bryan Randall, que morreu em 2023. “A arte imitou a vida com certeza”, disse a atriz à Vanity Fair. Ela deu permissão aos roteiristas para usar suas experiências reais na personagem, que também perdeu o marido. “Se quiserem colocar nela meu sarcasmo de quando estou sofrendo, podem ir em frente.”

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Nicole Kidman em cena Foto: Divulgação

Um terceiro filme 

“O filme é uma espécie de passagem do bastão”, disse Joey King à Associated Press. “Senti como se estivesse entrando no mundo delas, foi uma honra.” Justamente por isso, Sandra acredita que pode haver um terceiro filme. “Havia algo ali que precisa continuar em cada geração e, se houver um terceiro filme, isso tem de permanecer: o respeito pelo sabor da história, a dinâmica entre nós duas, o humor, não ter medo de abordar momentos sombrios e trágicos, além de muito afeto demonstrado sem reservas. Não há nada de constrangedor em simplesmente gostar e amar um ao outro de verdade”, disse à Reuters. Para ela, um terceiro longa só faria sentido se for para continuar a história das jovens bruxas Antonia e Kylie.

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