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Algumas produções cinematográficas permanecem, década após década, cultadas por uma legião de fãs. São filmes que se tornam referências da estética de uma época pela maneira de filmar, pela originalidade do diretor, pela força da trilha sonora, pelo carisma dos personagens, pela construção do roteiro ou pela soma de tudo isso.

Entre os mais de 500 filmes que compõem o cardápio do Belas Artes à La Carte, a plataforma de streaming da famosa sala de exibição paulistana, há vários títulos que podem ser definidos como cults. E os assinantes da ELLE têm um mês de acesso gratuito para conhecer o streaming. Para se cadastrar na plataforma, só é preciso inserir o cupom enviado por e-mail após a assinatura da ELLE (aqueles que já são assinantes receberam o código por e-mail).

Da década de 60 aos anos 2000, da comédia ao drama, confira a seguir sete sugestões de filmes que marcaram época. Acesse e aproveite:

Em chamas (2018)


O thriller é mais um expoente do cinema sul-coreano que, depois de acumular prêmios em festivais mundo afora, foi o grande vencedor do Oscar 2020 com Parasita, de Bong Joon Ho. Antes disso, Em chamas, de Lee Chang-dong, havia sido o longa selecionado pela Coreia do Sul em 2019 para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Inspirado no conto "Queimar celeiros", publicado no livro O elefante desaparece, do japonês Haruki Murakami, o longa mostra a história de um trio formado por uma dançarina, um aspirante a escritor e um jovem rico. São eles os personagens que envolvem o público com uma mistura de amor, inveja, ciúme, mistério e, como o título sugere, piromania. Em uma das cenas mais marcantes, a personagem Hae-mi dança ao som de "Générique", música que Miles Davis fez para a trilha de Ascensor para cadafalso (de Louis Malle, 1958). Visualmente poético, Em chamas é um suspense que prende a atenção do início ao fim.

A árvore dos frutos selvagens (2018)


Com um diploma na bagagem e sem emprego, Sinan, um jovem aspirante a escritor, volta à sua cidade natal, na Turquia, um lugar que parecia mais atraente quando ele estava distante. Em seu retorno, ele é lembrado da realidade do lugar e se dá conta que a situação de seu pai, um viciado em jogos de azar, atolado em dívidas, continua a mesma desde a sua partida. Enquanto isso, o escritor depende de uma ajuda financeira para alavancar o início de sua trajetória literária. Na sua volta, Sinan também reencontra Hatice, por quem era apaixonado no passado. O longa tem direção de Nuri Bilge Ceylan, um dos nomes mais aclamados do cinema atual. Mesmo sem conquistar a Palma de Ouro, o filme foi aplaudido durante 15 minutos após exibição no Festival de Cannes em 2018. Já os trabalhos anteriores do diretor turco, Era uma vez na Anatólia (2011) e Sono de inverno (2014), conquistaram em Cannes, respectivamente, o Prêmio Especial do Júri e a Palma de Ouro.

Cosmópolis (2012) 


O filme do cultuado diretor canadense David Cronenberg (A Mosca) rendeu a Robert Pattinson o primeiro grande papel do ator após a saga Crepúsculo. Ele interpreta Eric Packer, um magnata das finanças, indiferente ao mundo que o rodeia. Num dia de caos em Nova York, que está à beira do apocalipse financeiro e social, a única coisa que importa a ele é conseguir cortar o cabelo. Dentro de sua limusine branca, onde se acomoda como se estivesse sentado em trono, Packer pode tudo: especular, transar, discutir sobre a compra de um Rothko com sua consultora de artes (Juliette Binoche) e o que mais for preciso pela busca de mais poder. Para a crítica, o longa é uma metáfora das transformações do capital no século 21, em que bilionários ficam cada vez mais bilionários, movidos pelo único desejo de acumular riqueza. Cosmópolis concorreu à Palma de Ouro em 2012.

Paris, Texas (1984)


Um homem com aparência exausta, vestindo um terno empoeirado e usando um boné de beisebol, caminha sem rumo pelo deserto. Ao avistar um acampamento de trailers, ele desaba. No bolso de suas roupas, há um número de telefone. Logo na abertura de Paris, Texas, ficamos sabendo que ele se chama Travis (Harry Dean Stanton), está desaparecido há quatro anos e era dado como morto. Seu irmão mais novo (Dean Stockwell) voa da Califórnia para o Texas para reencontrá-lo. Na volta de carro a Los Angeles, Travis mostra ao irmão uma imagem de Paris, Texas, cidade onde imagina ter sido concebido e sonhava em morar com o filho Hunter e a esposa Jane (Nastassja Kinski), que também está desaparecida. O road movie, dirigido por Wim Wenders (Asas do desejo), com roteiro de Sam Sheppard, foi o grande vencedor do Festival de Cannes em 1984. Depois do sucesso do longa, o deserto parece ter ficado imortalizado pela música de Ry Cooder e pelo personagem inesquecível de Stanton.

As aventuras de Mr. Hulot no tráfego louco (1971)


O diretor francês Jacques Tati figura na lista dos maiores gênios do cinema. É também um dos mais amados graças à criação de Monsieur Hulot (interpretado pelo próprio Tati), um dos personagens mais cheios de humanidade que a comédia já produziu. Hulot debutou nas telas em 1953, em As férias do senhor Hulot, e esteve nas quatro produções seguintes do francês. Com seu inseparável casaco bege, chapéu marrom, guarda-chuva e cachimbo, arrancava sorrisos com sua crítica a um mundo que se moderniza na mesma proporção em que se desumaniza. As aventuras de Mr. Hulot no tráfego louco foi o último filme do personagem. Neste passeio final, ele percorre as estradas e ruas de Paris. Trabalhando para indústria automobilística, ele tem que acompanhar até Amsterdã um carro equipado com engenhocas absurdas, que será exibido em um salão de automóveis. As cenas na fábrica e nas ruas são um deleite para quem aprecia a comédia cheia de gags visualmente bem arquitetadas e que dispensam diálogos ou grandes explicações. Tudo isso porque, por trás delas, há Tati.
Em cartaz até 31 de outubro.

Uma mulher é uma mulher (1961)


Angela sonha em ser Cyd Charisse, estrela de Cantando na chuva (1952), mas suas performances como cantora e dançarina acontecem em um bar com stripers e solitários senhores de boinas em mesas com toalhas xadrezes. Ela também quer ter um filho, mas seu namorado, Émile, não se anima com a ideia. Ele então sugere que ela engravide do amigo Alfred que, aliás, arrasta um bonde por Angela. Essa é a história de Uma mulher é uma mulher (1961), o primeiro filme colorido do diretor francês Jean-Luc Godard. O longa é uma homenagem aos musicais e foi protagonizado por Anna Karina, um ícone da nouvelle vague. Foi seu primeiro grande papel no cinema, pelo qual recebeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim. Antes de se tornar a musa de Godard, com quem foi casada durante seis anos, Anna Karina trabalhou como modelo para Coco Chanel. Foi a estilista quem a incentivou a seguir a carreira de atriz. Além dela, o filme traz no papel do amigo apaixonado outro ícone do cinema francês, Jean-Paul Belmondo, que morreu em setembro, aos 88 anos.
Em cartaz até 31 de outubro.

A aventura (1961)


Assim que A aventura foi lançado, nos anos 60, uma jovem geração de cineastas reconheceu a importância do filme dirigido pelo italiano Michelangelo Antonioni, que, anos depois, assinaria longas como Blow-up (1966) e Profissão: Repórter (1975). Entre os novos diretores que sentiram que a vida nunca mais seria a mesma estava o cineasta Martin Scorsese. Em um artigo escrito por ele para The New York Times, ele conta que se lembra exatamente da energia pela qual foi tomado desde que ouviu pela primeira vez o tema de abertura do longa. Filmado em branco e preto, mostra um grupo de amigos que chega a uma ilha na região da Sicília. Entre eles estão Claudia (Monica Vitti, musa Antonioni, em sua primeira parceria do diretor italiano) e Sandro (Gabriele Ferzetti), modernos, ricos e insatisfeitos. Eles se aproximam logo depois que Anna (Lea Massari), amiga de Claudia e amante de Sandro, desaparece misteriosamente durante uma festa em um barco. A Aventura deu início à trilogia de Antonioni que inclui O eclipse (1962) e A noite (França, 1961).

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