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O cinema é um poderoso registro da evolução da moda ao longo dos tempos. Do vanguardismo de Coco Chanel à genialidade de Yohji Yamamoto, que uniu o rigor da alfaiataria à estética japonesa, é grande a contribuição de estilistas ao cinema. Outro capítulo importante nesse casamento é a parceria de mais de uma década de Hubert de Givenchy e Audrey Hepburn.

Aqui, reunimos esses e outros nomes em clássicos cujo figurino contribuiu muito para que se tornassem fundamentais na coleção de um bom cinéfilo. Todos os filmes estão disponíveis no Belas Artes à La Carte, a plataforma de streaming da sala de cinema paulistana. E os assinantes da ELLE têm um mês de acesso gratuito para conhecer o serviço. Para se cadastrar, é só inserir o cupom enviado por e-mail após a assinatura da ELLE. Aqueles que já são assinantes, receberam o código por e-mail. No mais é só aproveitar os filmes:

O Picolino (1935)


Fred Astaire é Jerry Travers, um artista estadunidense que é convidado por um amigo a passar uma noite em seu hotel em Londres. Lá, Jerry é tomado por um ímpeto criativo e começa a improvisar alguns passos de dança no quarto do hotel. No andar debaixo está Dale Tremont (Ginger Rogers). Incomodada com o barulho, ela bate à porta do quarto de Jerry. Os dois imediatamente se conectam e logo se põem a dançar. Com trilha de Irving Berlin, Astaire e Rogers protagonizam uma das cenas mais belas dos musicais, em um dueto de dança ao som da canção "Cheek to cheek". O figurino da personagem de Rogers é assinado por Bernard Newman, que desenhou os vestidos para nove filmes que a atriz estrelou. Em O Picolino, eles são glamourosos, pensados especialmente para rodopios e outros movimentos da coreografia. Um exemplo, é o vestido com plumas que bem poderia ter saído da passarela do mais recente desfile da Gucci.

A Regra do Jogo (1939).


O longa é considerado um dos grandes filmes do cinema mundial. No entanto, Jean Renoir, filho do pintor impressionista Auguste Renoir, sofreu um bocado até que o filme atingisse esse status. Primeiro, o diretor francês precisou remontar o filme diversas vezes, já que os negativos originais foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Depois, A regra do jogo sofreu alguns cortes por causa da violenta reação que provocou na plateia em sua estreia – um dos espectadores tentou colocar fogo na sala de cinema em que o filme era exibido. Tudo isso porque o longa, que se passa durante um fim de semana numa rica casa de campo, faz uma crítica, em tom de comédia, à alta burguesia francesa da época. Renoir entrou para a história como um vanguardista que mais tarde influenciaria os neo-realistas italianos (Roberto Rossellini e Luchino Visconti) e diretores da nouvelle vague francesa (Jean-Luc Godard e François Truffaut). Outro nome a entrar para a história por estar a frente de seu tempo, Coco Chanel assina o figurino do filme. O longa traz muitas versões do little black dress, enfeitados por laços ou camélias brancas, paletós femininos de tweed, entre outras assinaturas da estilista. Mesmo depois de mais de oito décadas, assistir à A regra do jogo pode ser um encontro com algo incrivelmente moderno.

Escola de Sereias (1944)


A comédia musical, dirigida por George Sidney, transformou Esther Williams em uma estrela mundial. Antes de Hollywood, ela era campeã de natação e chegou a competir em provas internacionais representando os Estados Unidos. Mas quando seus atributos chegaram às telas do cinema, ela ganhou fama instantânea, chegando a ofuscar a notoriedade do nadador favorito da época, Johnny Weissmuller, o Tarzan. No filme, Williams é Caroline, uma moça que está prestes a se casar com o compositor Elliot (Red Skelton). Mas, pouco antes do "sim", o casamento é interrompido por causa de uma armação promovida pelo chefe de Elliot, que temia perder seu compositor para a futura esposa. Escola de sereias é um representante da era de ouro dos estúdios de cinema. A sequência em que a câmera se movimenta em direção às nadadoras enfileiradas, que mergulham, uma a uma, com os braços elevados, vestindo maiô bicolor, se tornou clássica dos musicais. Na época do lançamento, o filme se converteu na terceira maior bilheteria da MGM, atrás apenas de Ben-Hur (1959) e de E o vento levou (1939). Escola de Sereias é um expoente da estética dos anos 40, com mulheres de cabelos perfeitamente ondulados, com a frente presa em formato de rolos, popularizado décadas depois pela cantora Gwen Stefani. Os looks ficam impecáveis mesmo debaixo d'água. Irene Sharaff, indicada 15 vezes ao Oscar ao longo de sua carreira, assina os figurinos do balé na piscina. Entre seus trabalhos mais famosos estão o figurino de Sinfonia de Paris (1951) e Amor, sublime amor (1961).

Charada (1963)


Nem só de Bonequinha de luxo vive a bem sucedida parceria entre Audrey Hepburn e o designer Hubert de Givenchy. Charada consolida dez anos da colaboração entre os dois ícones do estilo que começou em Sabrina (1954). Na época, a atriz foi em busca de um novo nome da moda francesa para vesti-la, em vez de usar o figurino criado pela equipe da Paramount, chefiada por Edith Head. No longa, Audrey Hepburn é Regina Lampert, uma viúva que, depois da morte do marido, descobre que seu ex-companheiro era um golpista. Pelas ruas de Paris, ela tenta recuperar a fortuna que seu ex-marido roubou dela. Perseguida por tipos suspeitos, ela só consegue confiar em Peter Joshua, vivido por Cary Grant, por quem se apaixona. O ator relutou em aceitar o papel na época. Ele tinha quase 60 anos e não queria ser par romântico de uma atriz 25 anos mais nova que ele. Linda e com a elegância característica de sempre, Audrey, cena a cena, encanta com as criações de Givenchy.

Anotações com Yamamoto (1989)


O documentário nasceu de um pedido do Centro Georges Pompidou, em Paris, a Wim Wenders. A ideia era que o diretor alemão fizesse um filme sobre a relação entre moda e cinema. Wenders escolheu então o designer japonês Yohji Yamamoto, que revolucionou a moda nos anos 80, como tema de seu documentário. Antes de Virgil Abloh, Yamamoto já havia desembarcado no mundo das roupas esportivas: a marca Y-3 nasceu da parceria entre o estilista japonês e a Adidas em 2003. Anotações com Yamamoto aproximou o designer e o cineasta. Durante quase um ano, sem contar com outros integrantes da equipe de filmagem, Wenders costurou as similaridades entre o ofício de ambos. Nas conversas, ficamos sabendo que Yamamoto significa "ao pé da montanha" e que o designer está longe de ser fã de imagens que remetem à simetria.

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