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Começa nesta quarta-feira, 15.06, em São Paulo a 14ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais que traz nada menos que 67 filmes. O evento volta a ser presencial após dois anos de programação remota por conta da pandemia. Se você ainda não se sente à vontade em entrar em uma sala de cinema, dá pra assistir a 42 dos títulos programação em casa, pelo site oficial do evento.

A variedade de assuntos é uma marca já consagrada do festival e neste ano ela vai desde a influência de Chico Buarque na canção portuguesa (Meu caro amigo Chico, Joana Barra Vaz, 2022) ao fenômeno pop do grupo norueguês A-Ha (A-Ha: the Movie, Thomas Robsahm e Aslaug Holm, 2021).

Há ainda a chance de ver na telona os quatro filmes brasileiros premiados em 2021 e 2022, quando o festival aconteceu de forma exclusivamente remota: Dom Salvador & Abolition (Arthur Ratton e Lilka Hara, 2020), sobre o pianista Dom Salvador, vencedor em 2020; Garoto – Vivo sonhando (Rafael Veríssimo, 2019), sobre o violonista Garoto, destaque do público também em 2020; Aquilo que eu nunca perdi (Marina Thomé, 2021), sobre a cantora Alzira Espíndola, melhor filme em 2021; e Secos & Molhados (Otávio Juliano, 2021), sobre a banda homônima, escolhido dos espectadores em 2021.

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O festival segue até 26.06 e se espalha por oito salas da cidade. A seguir, ELLE destaca cinco filmes:

Nothing Compares (2002)

Foto: Divulgação

Com delicadeza e intensidade, o documentário que abre o festival aborda a carreira de Sinéad O’Connor e sua ascensão meteórica nos anos 80. O ápice da fama acontece em 1990 com a gravação e o sucesso da música "Nothing compares 2 you", de Prince, que infelizmente não pôde ser usada no longa-metragem por conta de direitos autorais – fala-se da canção, mas sem reproduzi-la. Muito além da música, no entanto, é comovente o empenho da cantora irlandesa em se posicionar sobre assuntos como feminismo, racismo e pedofilia na igreja católica. O episódio em que ela rasga uma fotografia do Papa João Paulo II durante uma apresentação no Saturday night live, em 1992, é apenas o mais notório dos seus atos de engajamento político.

Tina (2021)


A carreira de Tina Turner divide-se entre antes e depois de Ike Turner. A potência, a explosão e o carisma da cantora estadunidense, evidentemente, sempre foram o principal catalisador de sua popularidade. A diferença é que enquanto esteve casada com o guitarrista e compositor, ela sofreu abuso físico e psicológico por parte do pai de um dos seus dois filhos e não tinha controle sobre o seu caminho estético. Quando finalmente se libertou, encontrou sua persona artística definitiva e a consagração mundial. O longa-metragem de Daniel Lindsay e T.J. Marin tem como fio condutor uma grande entrevista com a cantora, concedida em 2020, quando ela tinha 80 anos e já havia abandonado a música. Preciosas imagens de arquivo e depoimentos de pessoas do entorno íntimo e profissional da artista turbinam a narrativa.

Belchior – Apenas um Coração Selvagem (2022)



O filme de Natália Dias e Camila Cavalcanti constrói com esmero um retrato do compositor cearense (1946-2017) a partir de uma colagem inspirada de entrevistas dele ao longo da carreira. Além de uma breve entrevista de Elis Regina, que alavancou a popularidade do artista quando gravou suas canções "Como nossos pais" e "Velha roupa colorida" (em 1976), apenas o próprio Belchior fala neste documentário. O formato é bem-sucedido para entendermos suas inspirações como compositor e alguns dos conflitos que enfrenta – desde as dificuldades em conseguir viver de música até os atritos com a crítica especializada. Além de farto material de arquivos, o documentário faz bom uso de declamações encenadas pelo ator Silvero Pereira.

Rewind and Play (2022)



Thelonious Monk
(1917-1982) é considerado um dos pianistas e compositores mais importantes da história do jazz, com um estilo inconfundível baseado em harmonias surpreendentes que se desvendam a partir de poucos acordes. Este documentário de Alain Gomis não contextualiza sua importância e se contenta em trazer à tona as valiosas imagens inéditas de um programa da televisão francesa, gravado em 1969, quando o músico já está debilitado pelos problemas neurológicos que o fazem abandonar os palcos em 1972. É agoniante ver o suor em seu rosto, o olhar perdido e as respostas breves e repetitivas diante da insensível insistência do jornalista em tentar arrancar algum conteúdo da entrevista. Quando as mãos de Monk deslizam sobre o piano, no entanto, a mágica sempre acontece e arrebata.

Studio 17: the Lost Reggae Tapes (2019)



A Jamaica gestou vários ritmos (ska, rocksteady, reggae e dub) e revelou Bob Marley, até hoje o maior ídolo pop nascido em país do hemisfério sul. Essa inspirada ebulição se construiu em diferentes endereços espalhados pelo país e um deles foi o Studio 17, em Kingston. O estúdio de gravação ficava no segundo andar da loja de discos Randy’s e se tornou um efervescente polo cultural, onde não só os fãs descobriam novos lançamentos nas gôndolas de LPs e compactos de vinil, como também artistas do calibre do próprio Marley e dezenas de outros frequentavam para registrar suas músicas em fitas analógicas. Estas gravações históricas, no entanto, se perderam quando a onda de violência afugentou os donos do estúdio para Nova York. O filme de Mark James acompanha a família na saga de tentar recuperar o tesouro perdido.


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