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Foto: Divulgação/Caio Galucci
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Música, glamour, sexo, pista de dança, hedonismo à flor da pele. Na maioria das vezes, essa é a ideia que vem à cabeça quando se fala nos anos 70, possivelmente a época mais dançante da história. E Donna Summer, que morreu vítima de câncer em 2012, foi o epítome de tudo isso. Numa época em que a disco music invadiu as pistas e toca-discos do planeta, a cantora estadunidense reinou soberana e virou símbolo de uma era de ouro da música.

E é justamente um pouquinho do que foi essa atmosfera e sua grandeza na cultura pop que Donna Summer Musical traz de volta ao Teatro Santander, em São Paulo, a partir do dia 2 de setembro. A superprodução dirigida por Miguel Falabella estreou em março do ano passado, mas ficou em cartaz por apenas uma semana e teve suas apresentações interrompidas por conta da pandemia. Depois de um ano e meio em suspenso, diretor e elenco voltam agora, em clima de estreia.

No palco, o público será transportado para uma discoteca, com globos, telões de led e um cenário que pesa, ao todo, 14 toneladas. Esse luxo e suntuosidade foi uma das premissas para Miguel, ao montar a versão brasileira. "Conheci Donna Summer quando comecei a sair na noite em 1979. Sabia todas as suas músicas, tinha todos os álbuns. Vi o espetáculo na Broadway e não gostei. Achei bem ruim, muito aquém do que ela e sua obra mereciam", contou à ELLE. "Quando fui convidado para montar o musical no Brasil, mudei tudo, apenas as músicas continuaram em sua versão original", explica. "Quis fazer um espetáculo que, além de contar sua história, fizesse jus à sua grandiosidade como artista."

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Cena do musicalFoto: Divugação/Caio Galucci


O elenco é encabeçado por três cantoras que interpretam Summer em várias fases da carreira. A cantora lírica Amanda Souza dá vida à Donna Jovem, ainda aspirando a uma carreira artística. A atriz Jeniffer Nascimento, com vários trabalhos na Globo no currículo, faz a Disco Donna, a diva no auge da carreira. E Karin Hils, que já foi uma das vocalistas do grupo pop Rouge, encarna Donna Diva, a versão madura de Summer que, além de também protagonizar o espetáculo, narra sua trajetória.

"A Donna é uma referência vocal muito grande para mim. É incrível poder cantar tudo o que ela produziu e também contar sobre sua carreira e vida pessoal", diz. "Mas mais ainda, poder mostrar que, apesar de sua música ter atravessado fronteiras e feito sucesso no mundo todo, ela lidou com dramas pessoais, como abusos, violência doméstica e a relação conturbada com os filhos, que teve de abrir mão em prol da carreira. Para mim, é uma honra", completa a atriz, que encara uma maratona de oito horas de ensaio diárias para compor o papel, que conta com nove trocas de figurino, a cargo de Theodoro Cochrane.

Karin e Donna Summer aliás, colecionam algumas coisas em comum. Além da voz potente, as duas interpretaram o mesmo papel, Dionne, no musical Hair, um clássico da Broadway do final dos anos 1960 que retrata um grupo de hippies da chamada Era de Aquário.

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Miguel Falabella e as três Donna Summers do musical: Karin Hills, Amanda Souza e Jeniffer Nascimento.Foto: Divulgação/Jairo Goldflus

Donna Summer participou da versão apresentada na Alemanha, onde morava no início de sua carreira, se casou e estrelou alguns musicais até conhecer os produtores Giorgio Moroder e Peter Bellote. Com eles lançou "Love to love you baby", hit instantâneo na Europa e nos EUA que, depois de uma extended version de 17 minutos, abriu caminho para uma enxurrada de hits que atravessaram a década de 70. "I feel love", "MacArthur Park", "Last dance" e "Bad girls", entre outras, são clássicos das pistas até hoje.

Com tamanho sucesso no planeta, Donna foi elevada ao posto de rainha disco, termo que nunca mais a abandonou, nem mesmo nas décadas de 80, quando a música "She works hard for the money" – primeiro vídeo de uma mulher negra a ser reproduzido em grande rotação na MTV – dava pistas de que dali em diante, ela seria dona da própria carreira.

Os anos 90 foram de polêmicas – como quando criticou os homossexuais, ao dizer que a Aids era um castigo divino por seus comportamentos sexuais – e de mais sucessos que, embora mais escassos que antes, ainda tinham lugar garantido no coração dos fãs antigos e da nova geração. E seguem assim até hoje.

Donna Summer em 1979Foto: Getty Images/Michael Putland


Donna Summer Musical: a partir do dia 2 de setembro, no Teatro Santander, em São Paulo.

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