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Foto: Divulgação/José Luiz Pederneiras
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Mesmo obrigado a ficar longe dos palcos no ano passado por conta da pandemia, sem poder se reunir ou ensaiar, o Grupo Corpo não deixou de dançar. A companhia mineira, sinônimo do melhor da dança contemporânea brasileira, criou aulas online para ajudar os profissionais de saúde, disponibilizou ao público vídeos de espetáculos na íntegra (ambos gratuitos) e lançou um curso online para não bailarinos, com mais de mil vagas esgotadas. "Todos nós, pessoas que trabalham com teatro, dança, tivemos que aprender a trabalhar com outras mídias, outras vias. Isso foi uma surra danada porque não era nossa praia. Aos poucos, a gente foi aprendendo e acho que é legal a dar continuidade a esse tipo de coisa", conta o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, que também vê o cansaço do público em relação aos vídeos.


Mais de um ano e meio depois, o grupo finalmente deixa o virtual e reencontra o público nesta quarta-feira (27.10), em São Paulo, com o inédito Primavera, um projeto que nasceu no fim do ano passado como coreografias curtas para a internet e acabou ganhando a unidade de um espetáculo. Primavera é baseado em peças musicais do Palavra Cantada, de Sandra Peres e Paulo Tatit, amigo há décadas de Pederneiras. A música da dupla, conhecida por seu trabalho com o universo infantil, substitui neste espetáculo – e neste período atípico para as artes de pouca receita e muitas restrições – as trilhas originais que são marca da companhia, que já contou com nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Arnaldo Antunes. "Eles me mandaram 30, 40 canções. Selecionei e organizei de forma que eu tivesse uma trilha, um equilíbrio legal. Essa feitura deu mais trabalho, mas foi gostoso", diz Pederneiras, que fez uso das bases musicais do Palavra Cantada, sem vozes ou melodias, e com a adição de novos instrumentos. Ele conta que procurou eliminar o viés infantil e lúdico das canções nas coreografias. "Se eu consegui…", ri, deixando a resposta em aberto.

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Primavera [backstage #2] www.youtube.com


A pandemia também ditou o ritmo da nova coreografia, em que apenas três casais, que convivem além dos palcos e da companhia, se tocam. "Normalmente, a gente faz cenas com dez pessoas, que duram oito minutos. A gente sempre está com muita gente no palco", conta Pederneiras. "É um grupo que não podia se agrupar, que precisava manter o distanciamento. Criou-se uma dinâmica diferente, muito mais ágil. São sempre poucas pessoas no palco, em cenas muito curtas." Para isso, Pederneiras pediu para Paulo e Sandra canções curtas, de 1, 5, 2 minutos. "Tenho que utilizar todo o espaço da cena, mesmo que sejam uma ou duas pessoas, estou sempre jogando umas com as outras, numa relação quase que direta."

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Pela primeira vez, o grupo leva minicâmeras e projeções ao palco, herança da proposta inicial de coreografias pensadas para a internet.

Grupo Corpo - Gira | 2017 www.youtube.com


Além de Primavera, a companhia também encena Gira, espetáculo de 2017 com referências aos movimentos da umbanda e ótima trilha original da banda paulista Metá Metá. Para a reapresentação do espetáculo, a proximidade entre os bailarinos foi recalculada para evitar contato entre eles – no original, quando eles não estão dançando, estão sentados em cadeiras em torno do palco, sem deixar a cena, além de usarem as mesmas túnicas. "O Gira deu trabalho. Tive que fazer uma gambiarra para que os bailarinos sentassem nas mesmas cadeiras e utilizassem as mesmas túnicas", conta Pederneiras.

Depois de São Paulo, a companhia de quase cinco décadas de trajetória leva o espetáculo, que teve um ensaio geral na última terça-feira (26.10) com ingressos gratuitos esgotados, a BH e ao Rio (com data e local a confirmar). Pederneiras espera cair logo na estrada. "A gente fazia duas, três turnês internacionais (por ano). Até financeiramente era o que nos ajudava a manter. Somos uma companhia que viaja."

Primavera: de 27 a 31 de outubro, no Teatro Alfa, em São Paulo, de 10 a 14 de novembro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Mais informações em grupocorpo.com.br.


Foto: Divulgação/José Luiz Pederneiras

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