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Uma chama se acenderá nesta terça-feira (25.05), às 18h, no Sesc Avenida Paulista (São Paulo) e permanecerá assim por um ano, em memória às vítimas da Covid. Chama é uma obra de Nuno Ramos, com transmissão virtual, que convida à reflexão sobre cada perda provocada pela pandemia. Apesar de não estar aberta à visitação, o público poderá participar da instalação, enviando suas "chamas" nas próximas semanas.

O trabalho é o primeiro dos sete desdobramentos de "A extinção é para sempre", que une diversas linguagens artísticas, da dança ao teatro, idealizado por Ramos, com realização do Sesc São Paulo e apoio do Goethe-Institut. O projeto "busca responder, com urgência, às incertezas do presente: o momento político e social e a situação pandêmica que o mundo atravessa". Nomes como a escritora Noemi Jaffe e o compositor Romulo Fróes participam do projeto, que se desenrolará por um ano.

"Estamos vivendo um misto de queda sem fim com ataque por todos os lados. O projeto é uma tentativa de reagir, com balas múltiplas, a um ataque múltiplo, de manter a linguagem viva em vários níveis", disse Ramos. O próximo capítulo de "A extinção é para sempre" é a apresentação da performance Chão-pão, entre 28 e 30 de maio.

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Foto: Divulgação/Eduardo Ortega

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