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Romper barreiras e conquistar espaços é algo inerente à vida da editora de moda da ELLE Suyane Ynaya. Co-fundadora da agência We are Mooc, ela enveredou pelo mundo da moda depois de fazer um curso de stylist em 2014. No começo da carreira, junto com as amigas Catarina Martins e Lídia Thays, Suyane fotografava amigos e pessoas na rua. "A ideia era trazer outra perspectiva do negro dentro da moda", conta. O trio se virava como podia: "Como não tinha estúdio, a gente ia para a rua, levávamos nossas roupas", relembra. O trabalho chamou a atenção de marcas como Nike e Adidas, a demanda foi crescendo e as amigas se juntaram a outros criativos para formar o We are Mooc. Hoje, essa agência de cultura e tecnologia trabalha com diversas marcas de moda, sempre levando um olhar sem estereótipos de jovens negros.

Escolada no conceito de "sevirologia", ou seja, a arte de se virar com o que se tem, Suyane é craque em conseguir resultados surpreendentes e imagens impactantes, não importa o quão limitados sejam os recursos disponíveis. No curta que realizou para a capa da primeira edição da revista digital ELLE View, que simula uma cápsula do tempo, ela confirma esse talento. Em seu vídeo-carta, todo gravado e editado apenas com um celular, ela cria uma narrativa forte e sensível, com cenas de família e amigos, fotos antigas e recortes do dia a dia. A seguir, Suyane escreve sobre suas inspirações para esse trabalho.

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"Essa carta fala sobre o passado, de quem construiu este futuro que habitamos. E também do futuro, de quem construirá o futuro dos meus e de alguém.
Fala sobre a relação que tenho com os meus filhos. Eu inverti os papéis – como serão os papéis de amanhã?
Como será para as mesmas Suyanes que, como eu, decidiram conquistar o mundo e resolveram ser a mãe ausente, mas jamais ausente?
A mesma que resolve todos os problemas dos filhos, mas sempre irá escutar: "Mamãe você trabalha muito" rs.
Que coisa para pai escutar, né?
Será que ainda vou continuar dizendo que preciso persistir nos meus sonhos?
Será que os mesmos serão realizados?
Será que vou continuar a pedir para que pessoas não desistam de seus sonhos também, como eu não desisti dos meus até aqui?
Essa carta fala sobre incertezas, mas com certezas de que hoje eu estou tentando fazer não só por mim, não só pelos meus.
Eu estou aqui tentando fazer por vários, não posso dizer por todos, pois seria prepotência da minha parte rsrs.
Pensar de onde saí, para onde nem sei onde vou é angustiante, mas desse medo cresce uma enorme vontade de evoluir cada vez mais.
A gente quer escalar os muros mais altos, com um medo que assombra de ter que voltar ao passado que te trazia a angústia de tentar vencer algum obstáculo nessa vida.
Esse obstáculo se chama o mundo!
Espero eu poder tentar ser, mas nunca ser por mim e só para mim, mas por um monte e, dentro desse monte, os meus.
E dentro desse meus, os meus filhos!
E dentro dos meus filhos, todos aqueles que, como eu sonham e cogitam pra si algo melhor do que depositaram pra gente.
Que a gente possa ter a oportunidade de depositar uma esperança em nós mesmo e que ela nos traga algum fruto.
NO FUTURO!"

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Suyane Ynaya



Uma estética consolidada pelas periferias, cuja imagem de moda anda ao lado de gêneros como o funk, o trap e o grime, forma um visual high tech, ao som de sintetizador, que é um retrato potente de vivência da quebrada.


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