As inspirações de Ronaldo Fraga para mostra na Avenida Paulista

Estilista criou uma série de ilustrações a partir do clássico "Metropolis", de Fritz Lang.


Ronaldo Fraga
Foto: Rodrigo Januário



Até o dia 31 de maio, quem percorre parte da Avenida Paulista, mais precisamente o trecho entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas, encontra o traço de Ronaldo Fraga em 30 painéis distribuídos ao longo da ciclovia.

Os trabalhos compõem a mostra a céu aberto Conquistas: Lutas e vitórias do trabalhador brasileiro, promovida pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) e inaugurada no Dia do Trabalhador. (01.05)

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Ilustração de Ronaldo Fraga Foto: Divulgação

Com uma linguagem que une HQ e art déco, Ronaldo criou ilustrações inspiradas no clássico Metrópolis (1927), de Fritz Lang. O filme, marco do expressionismo alemão e que completa 100 anos em 2027, trata das diferenças de classes e da relação entre homem e máquina. Nas ilustrações do estilista, estão elementos de São Paulo, personalidades como Lina Bo Bardi e a vida dos trabalhadores.

O estilista conta à ELLE o que leu, ouviu e pesquisou durante o processo de criação dos trabalhos para a exposição:

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Música

“Escutei muito a obra do Michael Nyman”, conta o estilista. O compositor britânico é autor de trilhas para o cinema, como a comédia dramática O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e seu amante (1989),  de Peter Greenaway, com Helen Mirren e Tim Roth no elenco, e o drama O piano (1993), longa de Jane Campion, com Holly Hunter e Harvey Keitel, vencedor de três Oscars.

metropolis

Foto: Reprodução



Livro

“Li Metropolis, de Thea Von Harbou, que deu origem ao filme de Fritz Lang”, conta Ronaldo. A ficção científica da escritora alemã inspirou o clássico do cinema de 1927 e teve colaboração dela no roteiro. O estilista ainda reviu outros filmes do expressionismo alemão: O gabinete do Dr Caligari (1920), de Robert Wiene, e Nosferatu (1922), de FW Murnau.  

Arte

“Investiguei a arte gráfica russa do período pós Revolução Russa: Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891-1956), Varvara Stepanova (1894-1958), Kazimir Malevich (1879-1935)”, conta o estilista. Multiartista, Aleksandr foi um dos fundadores do construtivismo e marido de Varvara, pintora, designer gráfica e outro nome importante para o movimento. Já Kazimir foi fundador do suprematista, escola centrada na abstração geométrica da pintura.

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