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Foto: Divulgação/Acervo MASP
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Foi dada a largada para a temporada artsy em São Paulo. Exposições de importantes artistas do circuito contemporâneo inauguram em diversas instituições e centros independentes paulistanos, enquanto a SP-Arte, principal feira de arte do continente, ocupa o Pavilhão da Bienal a partir desta quarta, 06.04. Confira abaixo destaques do evento e um roteiro pelas principais mostras em cartaz na cidade:

SP-Arte no Pavilhão da Bienal

Bandeira Afro-Brasileira (em diálogo com David Hammons), 2020, de Bruno Baptistelli

Foto: Cortesia do artista

Pinturas, esculturas, instalações e livros de arte preenchem as curvas desenhadas por Oscar Niemeyer até 10.04. É a 18ª edição da SP-Arte tomando forma em sua tradicional casa. Após acontecer excepcionalmente na ARCA, no fim do ano passado, a maior feira de arte da América Latina volta ao Pavilhão da Bienal com mais de 130 galerias de arte e design, instituições, espaços independentes e editoras. Entre os destaques, estão casas como Gomide & Co., Fortes D’Aloia e Gabriel, Mendes Wood DM, Galeria Nara Roesler, Galleria Continua e Marian Goodman Gallery. A novidade da edição é Radar, setor que acomoda no evento presencial a participação inédita de espaços autônomos, ONGs e coletivos, a exemplo de Casa Chama, GDA e Nacional TROVOA. Também parte do setor, a exposição Hora grande, sob curadoria de Felipe Molitor, apresenta trabalhos de nove artistas sem representação comercial, nunca exibidos na SP-Arte, como Natalie Braido e Yhuri Cruz. “Um dos principais objetivos do Radar é trazer para dentro da feira agentes que se relacionam com o circuito das artes de outras maneiras, trabalhando em configurações diversas, para além do modelo tradicional da galeria de arte”, afirma o curador.

Adriana Varejão na Pinacoteca de São Paulo

O iluminado (2009), de Adriana Varejão

Foto: Divulgação: Jaime/Aciolli

Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas reúne, pela primeira vez, mais de 60 obras da artista carioca, produzidas desde o início de sua carreira, em meados dos anos 1980, até trabalhos inéditos realizados especialmente para a exposição. “De maneira geral, essa mostra fala sobre a ideia de que não existe uma história única, de que não existem fatos ou verdades históricas, mas que existem muitas e variadas versões, algumas contadas e perpetuadas, outras imaginadas, e, principalmente, muitas silenciadas”, conta a artista em entrevista exclusiva para a ELLE Volume 07. Uma das mais celebradas artistas contemporâneas brasileiras, Varejão é conhecida por subverter a estética colonial, trazendo à tona narrativas marginalizadas e pelo desenvolvimento de uma técnica pictórica ímpar, no qual as pinturas ganham uma terceira dimensão. “Quando Adriana desconstrói a superfície e deixa à mostra a camada de baixo, ela revela feridas. Há uma curiosidade de ver o que está por trás”, afirma Jochen Volz, curador da mostra, em cartaz até 01.08. Mais robusta retrospectiva de Varejão já realizada, a exposição ocupa sete salas da Pina Luz e o espaço do Octógono, onde destacam-se obras da série Ruínas: os inéditos Moedor (2021) e Ruína 22 (2022), bem como Ruína Brasilis (2021), doado pela artista para a instituição.

Luiz Zerbini no MASP

A Primeira missa (2014), de Luiz Zerbini

Foto: Divulgação/Coleção do artista

É a partir da mistura de elementos botânicos – estética de interesse do artista – e a reinterpretação de narrativas históricas do Brasil que Luiz Zerbini compôs seus trabalhos mais recentes, alguns deles em exposição no MASP até 05.06. Com curadoria de Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida, a mostra Luiz Zerbini: a mesma história nunca é a mesma apresenta cerca de 50 trabalhos, alguns inéditos. Entre pinturas, monotipias, gravuras e desenhos, chama atenção Canudos não se rendeu (2021), obra que se contrapõe à iconografia clássica da Guerra de Canudos, sempre retratada em preto e branco, com ênfase na miséria da região. A forma como as produções estão distribuídas, em diálogo com a arquitetura de Lina Bo Bardi, cria uma espécie de expografia-obra, na qual a relação entre os trabalhos ajuda a dar novos sentidos a cada um deles individualmente. Importante nome da arte contemporânea brasileira, Zerbini integrou a Geração 80, movimento que resgatou uma pintura mais subjetiva no país, e já expôs em instituições como a Fondation Cartier pour l'Art Contemporaine, em Paris. Apesar de não se tratar de uma retrospectiva, esta é a primeira individual do artista em um museu em São Paulo, sua cidade natal.

Grupo Ruptura no MAM-SP

Geraldo de Barros, circa 1974

Foto: Romulo Fialdini/Coleção MAM São Paulo, Patrocínio Petrobrás, 2001

Com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo, ruptura e o grupo: abstração e arte concreta, 70 anos, apresenta uma releitura da histórica exposição realizada pelo grupo Ruptura, no MAM-SP, em 1952. Na ocasião, o coletivo lançou um manifesto homônimo, defendendo novos paradigmas para a arte brasileira, que incluíam uma crítica à figuração e a defesa de uma linguagem geométrica de cores vibrantes que não se confundia com as imagens da natureza. Para os artistas do grupo, apenas elementos visuais como cores, linhas e formas poderiam ser considerados reais, pois não simulavam aparências e podiam ser interpretados de forma literal. Na exposição em cartaz até 03.07 no MAM-SP, estão importantes artistas do movimento, como Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Lothar Charoux e Maurício Nogueira Lima. Alguns dos trabalhos agora exibidos também estiveram na mostra histórica, que, na época, durou apenas 12 dias: Desenvolvimento ótico da espiral de Arquimedes (1952), de Waldemar Cordeiro, e Vibrações verticais (1952), de Luiz Sacilotto.

Paulo Nazareth no Pivô

Briga de rua [de camisa vermelha x de camisa branca], 2020

Foto: Cortesia do artista e Mendes Wood DM São Paulo, Brussels, New

Vídeos, fotografias, pinturas, objetos: a diversidade de técnicas e suportes impressiona no trabalho do artista mineiro Paulo Nazareth. Vinte anos de sua produção estão em cartaz na exposição VUADORA, até 17.07, no Pivô, espaço de arte autônomo localizado no Copan, no centro de São Paulo. É a primeira vez que uma instituição apresenta uma retrospectiva dessa magnitude de um dos principais artistas da atual geração, que explora temas ligados à imigração, ao racismo e ao colonialismo. Nazareth é um nômade radical, um artista que leva o binômio arte-vida às últimas consequências, sempre colocando o próprio corpo e suas experiências a serviço de uma discussão ampla sobre injustiças ancestrais e, através da arte, torna perceptível o que então permaneceria oculto. Com curadoria de Fernanda Brenner e Diane Lima – integrante da equipe curatorial da próxima Bienal –, a mostra apresenta cerca de 180 trabalhos, entre eles a série Cadernos de África e a coleção Produtos do Genocídio.

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