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Fundadora do Instituto Geledés, uma das principais ONGs voltadas ao feminismo negro no Brasil, Sueli Carneiro tem sua trajetória de mais de 40 anos de ativismo celebrada pela 52ª Ocupação Itaú Cultural, em São Paulo, quatro meses depois de ter sua biografia, Continuo preta, lançada pela Companhia das Letras.

Doutora em educação pela Universidade de São Paulo, com centenas de artigos publicados (entre eles "A batalha de Durban"), Sueli, 71 anos, foi uma importante personagem na construção das cotas raciais no Brasil – em 2010, fez a defesa sobre essa política em audiência no Supremo Tribunal Federal.

A exposição no Itaú CulturalFoto: Divulgação/André Seti


Em cartaz em São Paulo, a mostra reúne 140 itens, entre vídeos, artigos, livros e objetos pessoais. A ferramenta de Ogum, duas máscaras Gèlèdè (a sociedade secreta feminina dos povos de língua iorubá), um quadro com orixás femininas, as Iabás, assinado pelo ator e artista plástico Antonio Pompeu, revelam a sua religiosidade. Entre as imagens da mostra está fotografia de Sueli com Nelson Mandela (1918-2013), quando ele esteve em São Paulo, em 1991, e ela leu um texto de sua autoria em homenagem a Winnie Mandela (1936-2018), segunda mulher do líder sul-africano, pela sua resistência e atuação enquanto ele esteve encarcerado.

"A gente se preocupou em construir um ambiente que fosse uma vivência no pensamento de Sueli. Queríamos possibilitar uma experiência como se você estivesse realmente entrando na mente de uma pessoa. É um lugar visual, de axé e de outras ordens também. Não é só do pensamento intelectual, é também do sentimento, da religiosidade, das afetividades", conta à ELLE Ana de Fátima Souza, gerente do núcleo de comunicação do Itaú Cultural, que assina a curadoria da mostra ao lado de Tânia Rodrigues, também da equipe do Itaú Cultural, e da escritora Bianca Santana, indicada pela própria Sueli e que assina a biografia da ativista. .

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Painel de fotos da mostraFoto: Divulgação/André Seti

Para Ana, a mostra é uma oportunidade de conhecer a produção de Sueli por meio de depoimento de nomes como Rafael Pinto, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU), e da professora e escritora Cidinha da Silva, ex-presidente do Instituto Geledés, entre outros intelectuais e membros do movimento negro. "Como filha de Ogum, Sueli tem essa potência, esse poder agregador de conectar pessoas diferentes. É uma pensadora que quer transformar o mundo", diz Ana. "Ela não é uma mulher que se movimentou apenas nos anos 70 e 80, nunca parou", completa.

A Ocupação conta também com um site que traz uma série de conteúdos e informações adicionais, com textos de Djamila Ribeiro e Thula Pires em homenagem a Sueli.

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Ocupação Sueli Carneiro: de terça a domingo, das 11h às 19h, no Itaú Cultural. Entrada gratuita (não é necessário agendamento prévio). Em cartaz até 31 de outubro.

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