Mondepars, inverno 2026
Inspirada na avó Alda, Sasha Meneghel mergulha no passado familiar e começa a dar cara própria a sua Mondepars.
A Mondepars fez seu terceiro desfile na manhã desta quarta-feira (27.05), em São Paulo, e pela primeira vez deu para ter uma ideia mais nítida de qual é a cara da marca. Ainda é um processo em andamento. Afinal, faz só três anos que Sasha Meneghel abriu a empresa, e construção de identidade leva tempo mesmo.
Algumas coisas, no entanto, já davam para sacar desde a estreia da grife: gosto por clássicos e básicos e o interesse por tecidos e cortes típicos da alfaiataria. Porém, isso tem mais a ver com estilo do que com identidade propriamente dita. E a identidade a Mondepars começa a tomar forma nas proporções, na silhueta, na cartela de cores e na recorrência de alguns detalhes.

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi
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Para entender, vale lembrar do desfile anterior, o de inverno 2025. O de agora, de inverno 2026, traz mudanças bem sutis, mas que fazem a diferença. Há uma sensação de leveza e fluidez mais natural nessa coleção. As formas estão mais equilibradas, principalmente nos ombros – aliás, as melhores peças da apresentação são duas jaquetas, com o desenho dos ombros levemente puxados para cima.
Aquelas experimentações com volumes arredondados estão mais contidas. E a história de usar tecidos meio soltos e jogados sobre o corpo dá lugar a efeitos sinuosos e mais interessantes. Vale o mesmo para os vestidos longos com volumes e estruturas pontuais e para os itens de madeira (que são exclusivos do desfile e não serão produzidos). E há ainda um tom específico de marrom que já virou assinatura da marca.

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi
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Podia ter mais novidades? Podia, mas um passo de cada vez.
Para além da alfaiataria, há jaquetas e calças de camurça bem interessantes e uma boa oferta de tricôs. A matéria-prima, vale dizer, é algo com que Sasha e sua equipe se preocupam bastante. E isso também é importante para entender o posicionamento da Mondepars no mercado. É cada vez mais claro que a intenção não é ser uma etiqueta de invencionices ou criações mirabolantes, mas uma de produtos de qualidade elevada, tratamento de luxo e visual (quase) clássico.

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi

Mondepars, inverno 2026. Foto: Agência Fotosite/Zé Takahashi
E antes que eu esqueça, a coleção de inverno 2026 é inspirada em Alda Meneghel, a avó da estilista e uma pessoa que contribuiu imensamente para a formação artística e criativa da neta. Diz que Sasha fez uma pesquisa aprofundada no seu passado familiar. E parece que a imersão ajudou muito no autoconhecimento e no entendimento das suas influências de estilo.
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