PFW: Dior, inverno 2026
Em sua segunda coleção de prêt-à-porter, Jonathan Anderson deixa mais evidentes os caminhos e referências que fazem mais sentido para sua visão como diretor criativo da Dior.
Casacos para o inverno são equivalentes a florais para a primavera. Mas foi assim que Jonathan Anderson explicou algumas de suas inspirações para jornalistas após seu mais recente desfile para a Dior.
Outros pontos de referência foram as vitórias-régias, a ideia de passeio público (tipo no parque mesmo) e o jardim das Tulherias, em Paris. Foi lá, sobre uma fonte octogonal, que a passarela foi montada. Os convidados foram sentados ao seu redor, numa espécie de estufa (no sentido mais literal da palavra, tamanho era o calor lá dentro).

Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Em um vídeo gravado com a estilista e podcaster Bella Freud, Jonathan falou sobre a importância histórica do jardim das Tulherias na vida sociocultural parisiense. O espaço foi projetado a pedido da rainha Catarina de Médici, em 1564. Quase um século depois, já redesenhado pelo rei Luís XIV, foi aberto ao público em 1667.
Mas não era só chegar. Para entrar, precisava estar vestido “decentemente” e de acordo com seu status social. Era tudo sobre ver e ser visto. No release, o termo usado é a arte do artifício. O que faz bastante sentido para o tipo de roupa que Jonathan mostrou nessa sua segunda coleção de prêt-à-porter para a Dior. Há toda uma pompa aristocrática nas silhuetas, volumes e decorações. Desde a estreia do estilista na marca, rola esse flerte com ideias de nobreza.

Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Sobre os casacos, Jonathan falou que estava pensando nos primeiros modelos criados por Christian Dior. Daí as formas bem estruturadas, com peplum (aqueles volumes no quadril) e ombros reduzidos. Como na sua estreia, a jaqueta Bar aparece em formato abreviado, bem curtinha, com cintura deslocada para abaixo do busto e volume de enchimento. Rolam umas interpretações mais casuais, como no cardigan que abre o desfile. Mas são essas variações com camadas de babados, usadas com jeans retos e soltos, as mais interessantes.
São nesses momentos que o peso – ou apego – histórico abre espaço para um respiro contemporâneo e autêntico. Tanto nas combinações mencionadas acima quanto nos minivestidos com barras onduladas, nos modelos atoalhados ou peludinhos, nas peças com visual rendado, nos vestidos sem alça esvoaçantes e toda vez que a silhueta e a construção se mostram menos rígidas ou controladas. É tudo lindo. Em vídeo e fotos, mais ainda. Porém, são nos looks de virtuosismo técnico menos dominante que a realidade se impõe sobre a aparência e ganha apelo e relevância.

Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Dior, inverno 2026. Foto: Getty Images

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