PFW: Mugler, inverno 2026
Miguel Castro Freitas, diretor criativo da Mugler, explora arquétipos de poder, disciplina e glamour no segundo capítulo de sua trilogia para a marca francesa.
Depois de estrear na direção criativa da Mugler em setembro passado, o estilista português Miguel Castro Freitas dá o segundo passo de sua trajetória à frente da casa. O inverno 2026, apresentado nesta sexta-feira (06.03) na semana de moda de Paris, recebe o título The Commander (o comandante) e marca o segundo capítulo de uma trilogia iniciada na coleção de estreia do estilista. O projeto, descrito por Freitas como um estudo sobre “clichês glorificados”, revisita arquétipos associados ao imaginário da marca – como o power dressing, os ombros arquitetônicos e a silhueta dramática que sempre definiu a Mugler.

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Paris Fashion Week: Mugler, verão 2026
O desfile aconteceu no Palais de la Porte Dorée, edifício Art Déco inaugurado em 1931. O cenário monumental reforça a narrativa centrada na figura de uma mulher em posição de comando. Ombreiras inspiradas em uniformes militares, golas altas e cinturas bem marcadas ajudam a construir essa postura de autoridade. Ao mesmo tempo, a famosa silhueta hourglass da Mugler segue como eixo central das roupas.

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A coleção se desenvolve sobretudo a partir da alfaiataria. Casacos de proporções amplas, vestidos de corte reto e conjuntos coordenados de jaqueta e saia aparecem em tons de caramelo, bege, azul klein, roxo e preto. Bolsos utilitários e cintos largos entram como elementos estruturais, enquanto o volume das peças cria contraste com formas mais enxutas.
Texturas metalizadas – ora lisas, ora plissadas – em dourado, bronze e rosa trazem a dose de drama que se espera da Mugler, enquanto o couro surge moldado ao corpo em construções mais rígidas. No meio da paleta contida, esses materiais dão uma vibe mais glam ao conjunto.

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Ainda é cedo para traçar um retrato definitivo da Mugler sob direção de Freitas, mas alguns caminhos começam a aparecer. Se na estreia o designer parecia concentrado em reafirmar os códigos históricos da casa, agora ele passa a reorganizar esse repertório com mais liberdade.

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Às vésperas da estreia de Miguel Castro Freitas, relembramos as várias fases da Mugler
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