Fendi, inverno 2026 alta-costura 

Na primeira coleção de alta-costura de Maria Grazia Chiuri como diretora criativa da Fendi, a estilista repete fórmulas de sucesso da própria carreira e revisita os arquivos da grife italiana.


Fendi, inverno 2026 alta-costura Na primeira coleção de alta-costura de Maria Grazia Chiuri como diretora criativa da Fendi, a estilista repete fórmulas de sucesso da própria carreira e revisita os arquivos da grife italiana. A apresentação de inverno 2026 de alta-costura da Fendi foi realizada nesta quinta-feira (09.07) na Galleria Nazionale d'Arte Moderna e Contemporanea (GNAMC), em Roma. O motivo da locação é a reativação de uma exposição feita pela grife ali mesmo, em 1985. Na época, Karl Lagerfeld comemorava duas décadas de parceria com as irmãs Paola, Anna, Franca, Carla e Alda Fendi, então proprietárias e diretoras executivas da empresa. Leia mais: Fendi, inverno 2026 O evento também marcou o retorno da Fendi com um desfile da linha couture, o que não acontecia desde 2024, quando Kim Jones era diretor criativo. E Maria Grazia Chiuri, que assumiu tal posição na casa no final do ano passado, revelou pela primeira vez propostas exclusivas e sob medida na maison. Foi a própria designer quem deu a ideia de reabrir a mostra. Chamada de After Un Percorso di Lavoro. Fendi/Karl Lagerfeld 1985. After Steps Through Work, a exibição fica aberta ao público entre o dia 10 de julho e 25 de outubro de 2026. Quem estiver na capital italiana durante o período poderá conferir criações históricas, croquis e outros documentos. Os itens ajudam a entender o legado que Maria Grazia recupera na passarela. A designer olhou, por exemplo, para um casaco branco com linhas negras que formam um labirinto por toda a superfície – e ele foi recriado no look 08. O mesmo item vintage impulsiona uma pesquisa atual sobre a relação da Fendi com a geometria. A conexão gráfica deriva do interesse de Karl pela Secessão Vienense, movimento artístico do final do século 19 próximo à estética Art Déco. Caracterizada por formas como quadrados, losangos, triângulos e círculos, a vertente teve como expoentes os artistas Gustav Klimt e Egon Schiele, e o arquiteto Josef Hoffmann. O primeiro look da coleção é baseado em uma foto da austríaca Emilie Flöge usando um vestido amplo e listrado. Musa e companheira de vida de Klimt, ela foi uma estilista do início do século 20. Leia mais: Fendi, verão 2026 Esse visual de abertura é usado pela atriz australiana Leila George, que estrela o curta Love Monster (2026), exibido antes do desfile. O uso de produções cinematográficas era comum na trajetória de Maria Grazia como diretora criativa da Dior (2016-2025), mas a obra também referencia Karl. Trata-se de uma alusão a Histoire d’eau (1977), de Jacques De Bascher, considerado o primeiro fashion film da história, encomendado pelo Kaiser no passado e que integra agora a mostra na GNAMC. A história do curta – que acompanha uma alemã por Roma nos anos 1970 – inspira as silhuetas de quimono das jaquetas e sobretudos, além do uso de peleteria em capas e mantos. Da própria imagem de Karl, vêm ainda as chokers em formato de gola de camisa e a clássica cartela em preto e branco – homenagens que a diretora criativa já havia feito em sua estreia no prêt-à-porter em fevereiro. Leia mais: Fendi, verão 2025 Contudo, a estilista não se restringe ao passado da marca com o estilista. Ela revisita códigos bem-sucedidos de sua trajetória: lingeries aparentes sob robes, slip dresses com hot pants visíveis e uma alfaiataria que transita entre o masculino e o feminino. Os vestidos leves e transparentes, assinatura da italiana, são feitos de renda, tule, georgette, chiffon e misturas de seda e lã. A imagem geral pode não surpreender, mas se conecta ao desejo couture nessa temporada por simplicidade e roupas ligadas à intimidade – noções que Maria Grazia domina há tempos. Leia também: Fendi, de Karl Lagerfeld a Kim Jones
Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images



A apresentação de inverno 2026 de alta-costura da Fendi foi realizada nesta quinta-feira (09.07) na Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea (GNAMC), em Roma. O motivo da locação é a reativação de uma exposição feita pela grife ali mesmo, em 1985. Na época, Karl Lagerfeld comemorava duas décadas de parceria com as irmãs Paola, Anna, Franca, Carla e Alda Fendi, então proprietárias e diretoras executivas da empresa.

 

Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images

Leia mais: MFW: Fendi, inverno 2026

O evento também marcou o retorno da Fendi com um desfile da linha couture, o que não acontecia desde 2024, quando Kim Jones era diretor criativo. E Maria Grazia Chiuri, que assumiu tal posição na casa no final do ano passado, revelou pela primeira vez propostas exclusivas e sob medida na maison. Foi a própria designer quem deu a ideia de reabrir a mostra. Chamada de After Un Percorso di Lavoro. Fendi/Karl Lagerfeld 1985. After Steps Through Work, a exibição fica aberta ao público entre o dia 10 de julho e 25 de outubro de 2026.

Quem estiver na capital italiana durante o período poderá conferir criações históricas, croquis e outros documentos. Os itens ajudam a entender o legado que Maria Grazia recupera na passarela. A designer olhou, por exemplo, para um casaco branco com linhas negras que formam um labirinto por toda a superfície – e ele foi recriado no look 08. O mesmo item vintage impulsiona uma pesquisa atual sobre a relação da Fendi com a geometria. 

A conexão gráfica deriva do interesse de Karl pela Secessão Vienense, movimento artístico do final do século 19 próximo à estética Art Déco. Caracterizada por formas como quadrados, losangos, triângulos e círculos, a vertente teve como expoentes os artistas Gustav Klimt e Egon Schiele, e o arquiteto Josef Hoffmann. O primeiro look da coleção é baseado em uma foto da austríaca Emilie Flöge usando um vestido amplo e listrado. Musa e companheira de vida de Klimt, ela foi uma estilista do início do século 20. 

 

Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images

Leia mais: Fendi, verão 2026

Esse visual de abertura é usado pela atriz australiana Leila George, que estrela o curta Love Monster (2026), exibido antes do desfile. O uso de produções cinematográficas era comum na trajetória de Maria Grazia como diretora criativa da Dior (2016-2025), mas a obra também referencia Karl. Trata-se de uma alusão a Histoire d’eau (1977), de Jacques De Bascher, considerado o primeiro fashion film da história, encomendado pelo Kaiser no passado e que integra agora a mostra na GNAMC.

A história do curta – que acompanha uma alemã por Roma nos anos 1970 – inspira as silhuetas de quimono das jaquetas e sobretudos, além do uso de peleteria em capas e mantos. Da própria imagem de Karl, vêm ainda as chokers em formato de gola de camisa e a clássica cartela em preto e branco – homenagens que a diretora criativa já havia feito em sua estreia no prêt-à-porter em fevereiro.

 

Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images


Fendi, inverno 2026 alta-costura.

Fendi, inverno 2026 alta-costura. Foto: Getty Images

Leia mais: Fendi, verão 2025

Contudo, a estilista não se restringe ao passado da marca com o estilista. Ela revisita códigos bem-sucedidos de sua trajetória: lingeries aparentes sob robes, slip dresses com hot pants visíveis e uma alfaiataria que transita entre o masculino e o feminino. Os vestidos leves e transparentes, assinatura da italiana, são feitos de renda, tule, georgette, chiffon e misturas de seda e lã.

A imagem geral pode não surpreender, mas se conecta ao desejo couture nessa temporada por simplicidade e roupas ligadas à intimidade – noções que Maria Grazia domina há tempos.

Leia também: Fendi, de Karl Lagerfeld a Kim Jones

Para ler reportagens e séries especiais, assine a ELLE View, a área exclusiva da ELLE para assinantes.