MFW: Fendi, inverno 2026.
Maria Grazia Chiuri estreia como diretora criativa das linhas feminina e masculina da Fendi com pragmatismo e foco no produto.
O desfile de estreia de Maria Grazia Chiuri como diretora criativa da Fendi é quase todo composto de combinações práticas de calça de alfaiataria, camisa e uma jaqueta ou casaco. A cartela de cores é dominada por preto e branco. A silhueta varia entre desenhos mais próximos ao corpo e outros soltos, mas nunca exagerados.

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Rolam alguns acenos menos formais, com conjuntos jeans, peças rendadas e coletes com barras felpudas, numa pegada mais pop e jovem, como a que Karl Lagerfeld imprimiu na etiqueta enquanto foi diretor criativo (de 1965 até sua morte, em 2019). É uma abordagem bastante pragmática, com oferta ampla que faz sentido em relação ao estilo e experiências anteriores da estilista e com a história da marca.
Vamos recapitular: em 2016, Maria Grazia Chiuri se tornou a primeira mulher à frente da Dior e, durante quase dez anos, ela levou uma abordagem feminista à maison. Também priorizou a perspectiva da cliente e quadruplicou o faturamento. Sua saída em maio passado, contudo, deixou um sentimento de que o sucesso financeiro não compensou a falta de um encantamento extra.

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Na Fendi, também do grupo LVMH como a Dior, Maria Grazia assume o cargo deixado por Kim Jones em 2024 e interinamente ocupado por Silvia Venturini Fendi (hoje presidente honorária). Na verdade, trata-se de um retorno. A estilista já trabalhou na ala de acessórios da casa italiana entre 1989 e 1999. Nessa época, ela liderou o desenvolvimento da bolsa Baguette, conhecida como a primeira it-bag.

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images

Fendi, inverno 2026. Foto: Getty Images
Para explicar sua proposta inicial neste novo capítulo, Maria Grazia entregou aos convidados um livreto de dez páginas. Nele, ela fala que a sua visão é menos sobre o “eu” e mais sobre o “nós”. Enquanto estava na Dior, a diretora estabeleceu uma série de parcerias com artistas mulheres e isso ganha continuidade no novo emprego. Há uma homenagem às poesias visuais de Mirella Bentivoglio (1922 – 2017) em joias que carregam trocadilhos linguísticos.
Segundo Maria Grazia, isso é um jeito bastante feminino de fazer as coisas, e está conectado à gênese da Fendi. Embora fundada por Adele e Edoardo há mais de 100 anos, a marca só ganhou fôlego real nas mãos de suas cinco filhas, Paola, Anna, Franca, Carla e Alda, na segunda metade do século passado.
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