MFW: Diesel, inverno 2026

Na Diesel, o diretor criativo Glenn Martens parte do acúmulo de ideias e objetos para criar uma coleção de excessos fantásticos.


Diesel, inverno 2026
Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images



No cenário do desfile de inverno 2026 da Diesel, uma variedade de elementos está no centro de um galpão branco. Um coqueiro em tamanho real aparece ao lado de um lustre de cristal, um carro retrô, um boneco inflável gigante de salto alto, um plug anal, uma bola de plástico, uma calcinha, um boné jeans, um jogo de dominó e por aí vai.

Diesel, inverno 2026

Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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A justaposição de itens não obedece a uma lógica evidente, e a ausência de sentido parece deliberada. Em uma nota enviada à imprensa, a instalação foi definida como uma memorabilia, em referência à sobreposição de imagens que às vezes vem em mente, sem hierarquia, ordem ou sentido. A composição evidencia dois aspectos importantes para Glenn Martens, o diretor criativo da casa: a diversidade e o acúmulo. Desde que o estilista belga assumiu o cargo em 2020, ele busca refinar a mensagem de que a etiqueta é plural e comprometida com práticas responsáveis.

A Diesel já era uma marca global, com público amplo e consolidado, antes da chegada do criador. Entre os anos 1980 e 2000, a grife ficou conhecida por campanhas provocadoras, com imagens de forte apelo jovem sobre sexualidade, comunidade e inclusão. Em entrevistas, Glenn recorda frequentemente de uma publicidade da Diesel com dois homens se beijando. O diretor tem ampliado essa perspectiva de diversidade nas passarelas apresentando frequentemente personas que extrapolam até mesmo a aparência humana, com lentes de contato e peles cobertas de glitter.

Diesel, inverno 2026

Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

Diesel, inverno 2026

Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Diesel, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Na coleção desfilada nesta terça-feira (24.02), o acúmulo orienta o design. Regatas torcidas, casacos amassados e malhas com pences irregulares lembram roupas tiradas de uma pilha de peças esquecidas em algum canto. A mistura de fibras sintéticas recicladas, comum em mantas distribuídas a pessoas em situação de rua, é ressignificada em um paletó e outros dois casacos de corte clássico. Tricôs florais que evocam peças de brechó, além de camisetas e camisas de flanela, são transformados em conjuntos de blusas e saias drapeadas despretensiosamente. Na parte final, predominam tonalidades empoeiradas e uma mistura de tecidos e estampas que transformam o que antes era descarte em propostas elevadas.

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