MFW: Jil Sander, inverno 2026
Em sua segunda coleção para a casa, Simone Bellotti implementa imperfeições e excesso de tecidos no universo purista da Jil Sander.
A pesquisa do diretor criativo Simone Bellotti para sua segunda coleção na Jil Sander começou com o livro Café Lehmitz (1978), do fotógrafo sueco Petersen Anders. O estabelecimento ficava em Hamburgo, Alemanhã, e nos anos 1960 reunia pessoas marginalizadas pela sociedade, como prostitutas, cafetões, travestis e delinquentes. São esses indivíduos os personagens dos retratos de Petersen.

Jil Sander, inverno 2026. Foto: Getty Images

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A inspiração aparece primeiro no cenário, com piso coberto por um carpete caramelo meio manchado. Esses ruídos e imperfeições, fundamentais nas imagens cruas do artista, se traduzem nas roupas de forma ora sutil, ora direta: um excesso de tecido no colo de alguns vestidos, fendas nas costas de casacos, golas um pouco fora do lugar, babados laterais em calças e jaquetas levemente alongadas e com os ombros encolhidos. A beleza segue a mesma toada, com os cabelos de algumas modelos presos em coques baixos, como que feito às pressas, sem muita atenção.

Jil Sander, inverno 2026. Foto: Getty Images

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A busca pelo que não é perfeito traz ainda uma dose de sensualidade, que já havia dado as caras na estreia de Simone na Jil Sander, na estação anterior. Agora, no inverno 2026, há saias com talhos profundos nas laterais, tops que deixam grande parte do torso de fora e blazers usados só com meia-calça. Aqui, o estilista também joga com algumas texturas, como nos tweeds rígidos em conjuntos de blusa e saia, no jacquard inflado de um minivestido ou nos detalhes desfiados dos punhos de algumas camisas. O experimento atinge o ápice nos looks balonês volumosos e assimétricos.

Jil Sander, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Em entrevistas no backstage, o estilista se questiona se o supérfluo pode ser essencial. Novamente, assim como na sua primeira coleção para a etiqueta, ele prova que o elementar não precisa ser monótono, muito menos livre de decorações. Tem até estampa de oncinha na Jil Sander de Simone Bellotti – e ele brinca com essas percepções sem descaracterizar o DNA da marca.

Jil Sander, inverno 2026. Foto: Getty Images

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