Louis Vuitton, cruise 2027
O diretor criativo Nicolas Ghesquière reinterpreta os personagens que povoam as ruas de Nova York e apresenta produtos da parceria entre Louis Vuitton e o legado do artista Keith Haring.
A coleção de arte do The Frick Collection, o museu de Nova York que recebeu o desfile cruise 2027 da Louis Vuitton, não poderia estar mais distante dos traços vibrantes, gráficos e urbanos que consagraram o estadunidense Keith Haring como um dos principais artistas dos anos 1980.
Mas vamos por partes. O Frick abriga majoritariamente pinturas, esculturas e objetos decorativos europeus datados entre os séculos 14 e 19. O que, por si só, já é terreno fértil para o diretor criativo Nicolas Ghesquière, bastante interessado em revisitar o passado por vieses contemporâneos e futuristas. Porém, durante sua pesquisa, o estilista encontrou uma mala dos anos 1930, pintada por Keith Haring em 1984. Veio daí a conexão Paris-NY.

Louis Vuitton, cruise 2027. Foto: Getty Images
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O desfile da noite de quarta-feira (20.05) se constrói a partir dos personagens que ocupam as ruas da cidade – e, por extensão, do imaginário estadunidense. É um repertório recorrente na moda, em especial recentemente. Em dezembro, a Chanel apresentou uma coleção baseada nisso. No sábado, a Gucci também ofereceu sua própria interpretação. E, mesmo em Los Angeles, a Dior deu seus pitacos sobre o tema. Tudo bem, é compreensível. Os Estados Unidos são o maior mercado consumidor dessas grifes.
No cruise 2027 da Louis Vuitton, essas referências são submetidas ao estilo de Nicolas. As jaquetas cowboy têm ombros protuberantes e a padronagem de vaca é menos orgânica e mais geométrica. O power suit de Wall Street tem pegada sci-fi, é tingido de laranja e azul, modelado e cortado. Os conjuntos das ladies who lunch recebem texturas artsy em tons ácidos. Tem ainda referências ao boxe (em ótimas bermudas), ao look clubber (em combinações plissadas, com sobreposições transparentes) e um tanto de variedades de jeans.

Louis Vuitton, cruise 2027. Foto: Getty Images

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Por se tratar de uma coleção de meia-estação, mais comercial, as formas, volumes e proporções são mais contidos em comparação ao inverno 2026. Nesse sentido, a abordagem prática e cotidiana da moda estadunidense vem a calhar.
Voltando a Keith Haring, a relação entre a Louis Vuitton e a arte não é nova. Em 2001, o então diretor criativo Marc Jacobs inaugurou esse cruzamento ao convidar Stephen Sprouse para interferir no famoso monograma da maison. As colaborações seguiram com Richard Prince, Takashi Murakami, Yayoi Kusama, entre outros.
Agora, em parceria com o espólio de Keith, suas obras são aplicadas e interpretadas como estampas em minissaias, tops geométricos, jaquetas metalizadas, tênis de cano alto e, claro, bolsas. Aliás, elas são um capítulo à parte. Além de versões de Speedy, Neverfull e Petite Malle decoradas com os grafismos do artista, há modelos tubulares (alguns como colunas greco-romanas) e clutches em formato em discos de vinil.

Louis Vuitton, cruise 2027. Foto: Getty Images

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