As principais tendências para considerar nas cozinhas planejadas
Integração, materiais duráveis e soluções inteligentes orientam o design atual das cozinhas planejadas.
A cozinha sempre foi o coração da casa. Porém, nos últimos anos, com a tendência da integração de ambientes, as cozinhas planejadas passaram a ocupar um papel ainda mais forte na dinâmica doméstica, acompanhando novas formas de morar e conviver.
Mais do que organizar eletrodomésticos e definir marcenaria, o planejamento envolve escolhas estratégicas de materiais, acabamentos e layout, capazes de impactar diretamente a rotina e a longevidade do espaço. Nesse contexto, conversamos com a arquiteta Larissa Monzú, do escritório Degradê Arquitetura, para entender quais são as principais tendências de cozinhas planejadas para considerar.
Integração e convivência no centro do projeto

Integração entre cozinha e estar guia a proposta do escritório Escala Arquitetura. Foto: Juliano Colodeti, do MCA Estúdio
Se antes a cozinha era um espaço isolado, hoje ela se abre para a casa. Nas cozinhas planejadas, a integração com a sala de estar se consolida como um dos principais direcionamentos, ao criar ambientes mais amplos e conectados ao cotidiano. “A cozinha se tornou uma extensão da área social, um espaço de convivência”, afirma a arquiteta Larissa Monzú.
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A madeira clara define a atmosfera acolhedora neste projeto de Brunno Costta. Foto: Divulgação
Nesse cenário, ilhas e penínsulas ganham protagonismo ao estruturar o layout e, ao mesmo tempo, estimular encontros entre os moradores. E a estética acompanha essa lógica, com design atemporal e a presença de materiais naturais, como a madeira. A iluminação embutida pode ainda valorizar os volumes e criar uma atmosfera mais acolhedora.
Funcionalidade como ponto de equilíbrio

Prateleiras abertas facilitam a rotina e organizam o uso neste espaço do Entropia Arquitetura. Foto: Foto Monica Assan
Em cozinhas planejadas, a funcionalidade se traduz em decisões que facilitam o uso no dia a dia e evitam desgastes a longo prazo.
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“Escolher materiais de fácil limpeza, com pouco rejunte, e bancadas com alta resistência a manchas faz toda a diferença”, explica Larissa. Ela também destaca a importância de respeitar a divisão entre as áreas molhada, quente e fria, garantindo um fluxo mais eficiente durante o preparo das refeições.
Materiais que acompanham o uso

Bancada central com nichos inferiores reforça a praticidade na proposta da Rawi Arquitetura. Foto: Rafael Renzo
A escolha dos materiais revela uma busca por soluções duráveis e visualmente coerentes. Armários em laminado seguem como uma aposta segura nas cozinhas planejadas, especialmente pela resistência e praticidade.
Já nas bancadas, o material sintético corian aparece como alternativa versátil. “Ele é muito usado porque permite esculpir a cuba no mesmo bloco, criar cantos arredondados e eliminar emendas, além de ser não poroso e reparável em casos de pequenos riscos e manchas”, diz a arquiteta. Nos revestimentos, ganham destaque os grandes formatos, como porcelanatos e lastras. “Eles garantem uma limpeza mais ágil justamente por terem menos emendas de rejunte”, completa.
Soluções inteligentes para otimizar espaços

Projeto do escritório Degradê Arquitetura conta com calha úmida embutida para otimizar a área molhada. Foto: Julia Novoa
Em metragens reduzidas, o projeto precisa ser ainda mais estratégico. Algumas soluções têm se destacado nas cozinhas planejadas por otimizar o espaço sem comprometer a estética. “A calha úmida, que funciona como escorredor de louças, costuma ser posicionada atrás da torneira, mantendo a organização de forma discreta”, explica.

Projeto de Ticiane Lima possui puxadores tipo cava, ideais para espaços compactos. Foto: Divulgação
Puxadores do tipo cava evitam interferências em áreas de circulação mais estreitas, enquanto armários que alcançam o teto ampliam o armazenamento e reduzem o acúmulo de sujeira. Ela também aponta o uso de coifas ou depuradores embutidos na marcenaria, que contribuem para um visual mais limpo e contínuo.
Personalidade nos detalhes

Projeto de Mari Milani com marcenaria em azul claro que traz identidade ao ambiente. Foto: Erika Urbino
Mesmo com uma base mais neutra e funcional, a identidade do morador pode aparecer em escolhas pontuais. Nas cozinhas planejadas, a personalização surge de forma sutil, mas decisiva.

Verde-musgo, madeira e pedra compõem a paleta deste ambiente do Spaço Interior. Foto: Kadu Lopes
“A personalidade pode vir por meio de um toque de cor na marcenaria, da escolha de um pendente ou arandela, ou até de metais com design diferenciado”, sugere a Larissa. As texturas também entram como elemento-chave, criando contraste e profundidade. “Quando bem combinados, esses elementos garantem um projeto único, sem abrir mão da praticidade”, finaliza.
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