Vinicius Siega abre espaço expositivo no Edifício Itália, em São Paulo

Sala tem 125 m² e reunirá maior parte do portfólio do designer gaúcho Vinicius Siega.


Vinicius Siega
Na foto, o designer Vinicius Siega em seu novo espaço expositivo. Foto: João Paulo Prado



Na próxima quarta (22.7), Vinicius Siega abrirá seu primeiro showroom permanente. Trata-se de uma sala de 125 m² no vigésimo andar do Edifício Itália, na região central de São Paulo, que contará com cerca de 30 peças assinadas pelo gaúcho de 35 anos.

Essa inauguração reflete o desejo de Siega de ter um lugar onde suas criações recentes e passadas dialoguem entre si e nada fique para trás. Faz sentido. No último ano, sua produção autoral quase dobrou com o lançamento de 21 móveis e objetos, marcando um momento de expansão do negócio.

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Vinicius Siega

Foto: João Paulo Prado

Nascido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, Siega sempre teve apreço pelo desenho. Descobriu que poderia ser designer ainda na escola, quando viu uma foto do icônico espremedor de frutas Juicy Salif, do francês Philippe Starck. Seus irmãos também o incentivaram, apresentando-lhe livros sobre design. “Fui construindo um repertório básico a partir disso”, diz. Na adolescência, estudou mobiliário no Senai e, depois, cursou o ensino superior.

Vinicius Siega

Foto: João Paulo Prado

Siega trabalhou por alguns anos na moveleira Dell Anno e, em 2017, assinou sua primeira coleção para a Carbono, já em São Paulo. “Dali para frente, eu não parei mais de desenhar”, lembra. “À medida que a produção foi progredindo e eu fui encontrando o meu caminho nela, acho que se tornou natural começar a fazer mais peças e ter um portfólio maior.”

Vinicius Siega

Foto: João Paulo Prado

Em seu showroom paulistano, será possível ver, principalmente, seus móveis. “Cadeira, sofá, mesa de jantar, escrivaninha, estante, todos eles estão presentes”, lista. “Temos uma peça que foi desenhada especificamente para o espaço, que é um aparador chamado Níveis”, pontua.

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O projeto de arquitetura é assinado pelo Tropiq Studio. “Tiramos todo o piso (da sala), deixamos o contrapiso original do edifício. Descascamos os pilares e, a partir disso, começamos a montar o espaço e a estabelecer a conexão entre as peças”, conclui Siega.

Vinicius Siega

Foto: João Paulo Prado

Questionado sobre como definiria o seu traço hoje, Siega afirma prezar pela leveza, mas sem rótulos. “Se determinada coleção era toda muito leve, trazemos, na segunda, umas peças um pouco mais pesadas, e assim por diante, ampliando a percepção, para não parecer que ficamos presos a uma coisa só.”

Também diz que o processo de criação parte sempre de algum sentimento. Se quer proporcionar preguiça, por exemplo, imagina como seria esse sofá. “Eu sempre tenho um aporte emocional no início”, explica.

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