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Fotos: Getty Images
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"Não podia comemorar meus 10 anos na Balmain sem as pessoas que me apoiaram", disse o Olivier Rousteing, em entrevista publicada no Volume 5 da ELLE Impressa. No caso, o diretor de criação não se refere às celebridades que vestem suas criações nem aqueles consumidores mais especiais. São seus fãs mesmos. "Sei que muitos não podem (comprar) e estou tentando reduzir alguns preços, mas é um processo complicado. O que posso fazer, por enquanto, é convidar aqueles que amam a grife, que sonham com ela, para fazer parte dessa celebração comigo", continuou.

Nasceu assim o Balmain Festival V02, um evento de dois dias que mistura moda e entretenimento. A ideia não é exatamente uma novidade, a própria grife já havia realizado algo similar em 2019. Porém, em tempos de pandemia e após várias tentativas de repensar a maneira de se apresentar uma coleção e se comunicar com o público, a proposta faz algum sentido.

"Acho que a única forma da moda sobreviver é por meio da conexão com outras áreas da cultura", explicou Olivier, alguns meses antes. Uma das novidades é que, em um dos dias, o festival tinha entrada gratuita e, no segundo, era preciso fazer uma doação de no mínimo 15 euros à (RED) e ao Fundo Global, organizações que trabalham na pesquisa e combate ao HIV e AIDS, para garantir um ingresso. "Eu amo música. Eu amo moda. Queria juntar isso com caridade. Também tinha a ideia de fazer um desfile mais inclusivo."

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Inclusão é uma palavra importante ao se analisar a década em que o estilista esteve no comando da Balmain. A partir da coleção de inverno 2014, o francês começou a investir pesado em castings com maior representatividade. "Foi o momento em que percebi que não poderia esperar a mudança por parte de quem nunca fez nada. Precisava fazer eu mesmo."

É importante lembrar que Olivier foi o primeiro diretor de criação negro de uma marca de luxo. Quando isso aconteceu, ele tinha apenas 24 anos. "No início da minha carreira, precisava me provar, mostrar meu savoir faire, minhas habilidades manuais e ser respeitado como estilista. E não foi fácil, pela minha idade, pela minha cor." Ainda assim, pode-se dizer que sua trajetória é de muito sucesso.

E Beyoncé. Num depoimento gravado e transmitido durante a apresentação desta quarta-feira, 29.09 ela diz: "A Balmain é sua ferramenta maravilhosa para beleza e mudança. Sua visão, suas convicções e seu talento afetaram e moveram todos nós." Antes da fala, rolou um dos desfiles em que o estilista pareceu mais confiante, seguro e à vontade criativamente. Uma parada de looks esportivos, com recortes assimétricos, detalhes de couro, muito matelassê, correntes (reais ou aplicadas nas peças) e uma alfaiataria de ombros marcados e desestruturada e desconstruída ao mesmo tempo.

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Num segundo momento, surge Naomi, num longo todo tramado, seguida por um time de tops como Adut Akech, Carla Bruni, Karen Elson, Milla Jovovich, Precious Lee e Lara Stone. Elas vestem uma coleção-cápsula composta de alguns dos looks mais emblemáticos da carreira de Olivier, bem como algumas de suas peças favoritas. Uma bela lembrança do passado e uma boa constatação de que o presente – e talvez o futuro – podem ser ainda mais interessantes.

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