Cadastre-se em nossa newsletter para ler este e outros artigos.

Doses semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas os lançamentos da ELLE!
Inscreva-se gratuitamente.

  • ASSINE NOSSA NEWSLETTER
  • O melhor da ELLE direto no seu inbox! Inscreva-se gratuitamente.
  • INSCREVA-SE AQUI
PUBLICIDADE

A LVMH anunciou nesta quarta-feira, 01.09, a contratação de Camille Miceli como diretora artística da Pucci. A marca, que faz parte do grupo francês desde 2000, estava com o cargo vago desde 2017, após a saída do estilista Massimo Giorgetti, da MSGM. Neste meio tempo, a grife realizou algumas colaborações pontuais com nomes estrelados como Tomo Koizumi e Christelle Kocher, porém boa parte das coleções era criada e executada por um time interno.

Camille chega para romper esse ciclo e dar novo fôlego à etiqueta, que passa por mais um processo de reposicionamento e reestruturação. Ela é também a primeira mulher a assumir o mais alto posto criativo na empresa. Antes da atual empreitada, a designer franco-italiana trabalhou com Marc Jacobs e Nicolas Ghesquière, na Louis Vuitton, e com John Galliano e Raf Simons, na Dior.

Seus primeiros passos na moda, contudo, foram na parte de comunicação. Pelo menos profissionalmente, já que sua avó e mãe eram bem chegadas no assunto – a última era amiga de Azzedine Alaïa, estilista falecido em 2017, que lhe concedeu seu primeiro estágio, aos 16 anos. Depois de formada, seu primeiro trabalho foi no escritório de assessoria de imprensa da Chanel, antes de ser contratada por Marc, na Louis Vuitton.

PUBLICIDADE

Monica Bellucci, Azzedine Ala\u00efa e Camille. Monica Bellucci, Azzedine Alaïa e Camille. Foto: Getty Images

Foi o designer americano, aliás, quem incentivou Camille a migrar para a área criativa. Ele dizia que ela era sua musa, bem como disseram Ghesquière e Galliano, tempos depois. Com estilo e personalidade marcantes, ela se encontrou no design de acessórios. Ficou conhecida por transformar peças complexas e restritas às passarelas em sucessos comerciais.

Fundada em 1947, por Emilio Pucci di Barsento, a grife italiana teve seu primeiro sucesso de vendas com uma roupa de esqui. Mas foram as estampas psicodélicas, cores vibrantes e estilo flamboyant que a deu fama entre o jet set europeu dos anos 1950 e 1960.

Nos últimos anos, a Pucci foi comandada pelos estilistas Christian Lacroix, Matthew Williamson, Peter Dundas e Massimo Giorgetti. Nenhum deles, contudo, conseguiu devolver à etiqueta o glamour dos seus tempos áureos. Mesmo com o investimento do maior conglomerado de luxo do planeta (que adquiriu a totalidade das ações da marca, em junho de 2021), a grife não conseguiu atingir o sucesso de outras administradas pelo grupo, como Givenchy e Celine.

Com a contração de Camille, a ideia é recuperar o espírito glamouroso e festivo da Pucci. Coleções focadas em resort wear (uma espécie de roupa de férias) já vinham tomando conta das propostas da marca, bem como o investimento em lojas em pontos estratégicos como Miami e Saint Tropez. Em entrevista ao The New York Times, a diretora artística disse não querer seguir o calendário tradicional de coleções nem a lógica de desfiles. Ela quer, sim, "seguir a vida de uma família ao longo do ano, e das 8 da manhã às 4h do dia seguinte".

PUBLICIDADE
Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE